Em entrevista, Lula destaca força do e-Sport: R$ 13 bilhões por ano no país
Presidente explica força econômica e cultural dos jogos eletrônicos e medidas adotadas pelo governo para fortalecer o setor
O Brasil tem um dos maiores mercados de jogos eletrônicos do mundo, e o setor deixou de ser tratado apenas como entretenimento para ganhar espaço entre as políticas públicas de cultura, esporte, tecnologia e geração de oportunidades. Em entrevista ao podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16), o presidente Lula destacou a dimensão econômica desse mercado.
“Nós temos consciência que o setor de e-game é um estratégico e diversificado. Ele, por exemplo, movimenta R$ 13 bilhões por ano. Essa importância justifica termos adotados nos últimos anos medidas para assegurar uma política dedicada ao setor”, pontuou.
Uma mudança importante foi o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos, sancionado em 2024. A Lei nº 14.852 reconheceu os games como obras audiovisuais interativas e estabeleceu condições para o desenvolvimento da indústria brasileira. O novo marco abriu a possibilidade de acesso a mecanismos de fomento previstos na Lei Rouanet e na Lei do Audiovisual para projetos do setor.
“O Brasil é uma referência. Somos o maior mercado da América Latina. No mundo, estamos entre os 5 maiores em número de jogadores e entre os 10 com maior receita. São 100 milhões de jogadores de esporte eletrônico”, destacou Lula. O país é o maior mercado de games da América Latina e está entre os maiores do mundo em número de jogadores e faturamento. O Brasil também acumula mais de 25 títulos mundiais em diferentes modalidades de eSport.
Em 2024, o governo criou a Diretoria de e-Sport no Ministério do Esporte, com a atribuição de formular políticas para jogos e competições eletrônicas. A estrutura também prevê ações de desenvolvimento do setor, realização de parcerias e promoção das competições.
Para o governo, a agenda envolve também a profissionalização de quem trabalha no setor. A política para games passou a integrar diferentes áreas da administração federal, incluindo cultura e esporte. Em 2026, o Ministério do Esporte também passou a integrar um Grupo de Trabalho Interministerial coordenado pelo Ministério da Cultura para regulamentar o Marco Legal dos Games e discutir ações relacionadas ao desenvolvimento da indústria, inclusão, formação e proteção de jovens que atuam ou desejam atuar no setor. “Incluímos o setor na classificação brasileira de ocupações para incentivar a formalização de muita gente”, concluiu Lula.