19 de outubro de 2018

“Em defesa de Haddad: o Brasil, um país feliz e soberano para todos” é o título de artigo do jornal espanhol El País publicado nesta sexta-feira (19/10), de autoria do prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e do diretor geral da FAO/ONU, José Graziano da Silva.

O artigo fala da importância do programa Fome Zero e das políticas sociais implantadas no Brasil durante os governos do PT, como o Bolsa Família, que foram responsáveis por reduzir a fome de 10,6% da população total do nosso país (cerca de 19 milhões de pessoas) no início dos anos 2000, para menos de 2,5 % no triênio 2008-2010, segundo estatísticas da FAO. Tudo isso em menos de dez anos.

Diz o artigo: “Sob a liderança do ex-presidente Lula, os pobres passaram a ocupar uma prioridade nos orçamentos e asseguraram seu direito de comer três vezes ao dia. Precisamos superar a fome, a pobreza e a exclusão social. Nossa guerra não é para matar ninguém: é para salvar vidas “, disse ele no discurso de posse. Repetimos o que afirmamos em junho: a paz é uma dinâmica complexa e permanente de relações entre pessoas e povos em que a comida ocupa um lugar fundamental”.

Diante desses avanços, o artigo questiona:  “A poucos dias do segundo turno das eleições, devemos nos fazer a seguinte pergunta: que futuro será escrito para o país a partir de 1º de janeiro? E, para responder, os eleitores devem usar sua habilidade para discernir qual das opções é a melhor nas pesquisas”.

Para os autores, estas eleições apresentam dois candidatos com visões de mundo completamente opostas. Enquanto um candidato – Jair Bolsonaro – assume o conservadorismo como uma doutrina. O outro – Fernando Haddad – utiliza a promoção da educação e o incentivo ao emprego formal como suas maiores armas.

O artigo ainda discorre sobre os dois pilares principais do Plano de Governo de Fernando Haddad, educação e emprego de qualidade, amplamente reconhecidos como requisitos essenciais para a paz e para o desenvolvimento do país. “Haddad sabe que esses pilares não serão possíveis sem uma política de segurança pública eficiente, baseada na prevenção e no reforço de estratégias de inteligência contra o crime organizado. Com sua integridade física protegida, os brasileiros estarão em melhor posição para garantir esses e outros direitos fundamentais”.

Por fim, os autores concluem que “o acesso à educação e ao trabalho decente são vacinas para construir uma geração livre da fome e da pobreza e retornar a um Brasil democrático, com menos desigualdades, mais justiça, mais coesão, mais soberania e mais paz. Que os brasileiros escolham com essas premissas em mente”.

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