08 de abril de 2022

O governo Bolsonaro segue batendo recordes negativos na economia. Desta vez, foi a inflação para o mês de março: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação no Brasil medido pelo IBGE ficou em 1,62%. Foi o maior aumento verificado em um mês de março nos últimos 28 anos, ou seja, desde 1994, antes do lançamento do Plano Real. Durante a reunião com o PSB na manhã de hoje, 8, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o aumento.

Inflação segue corroendo a renda dos brasileiros, especialmente os mais pobres

“Hoje saiu a inflação do mês, a maior dos últimos 28 anos. E parte da inflação está nas costas de quem governa o país. Porque uma parte da inflação é energia, é energia elétrica, é óleo diesel, é gás, é gasolina. E a outra parte é alimento. Até a Conab que a gente utilizava como um instrumento para fazer estoque regulador acabou. Hoje nós não temos estoque de nada e diminuiu a área de plantio de feijão, área de plantio de mandioca, daquilo que é essencial para a sobrevivência do nosso povo”, afirmou.

Além do maior índice inflacionário para o mês de março em quase três décadas, o aumento registrado pelo IBGE também foi o maior para qualquer mês do ano desde janeiro de 2003, o primeiro mês dos mais de 13 anos de governos do PT, quando ficou em 2,25%. 

O total acumulado em apenas três meses de 2022 chegou a 3,20%, e o acumulado dos últimos 12 meses é de 11,30%. Segundo o IBGE, o acumulado tem ficado acima dos dois dígitos nos últimos 7 meses. Combinado com a estagnação da massa salarial registrada na PNAD, é possível ver como a desastrosa política econômica do governo Bolsonaro está destruindo a renda dos trabalhadores brasileiros.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, oito tiveram aumento em março. As maiores altas foram nos transportes (3,02%) e alimentação e bebidas (2,42%), justamente os grupos que mais pesam no IPCA, que foram responsáveis por 43% de toda a inflação no mês.