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Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Desenvolvimento Social • Setembro de 2026 • 3 min de leitura

Janja convoca mulheres como “guardiãs da democracia” durante ato no Piauí

Em ato no Piauí, primeira-dama relembra episódios do governo Bolsonaro, contrapõe o passado às conquistas retomadas por Lula e chama o povo a defender direitos e democracia

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Foi à memória recente do Brasil que Janja Lula da Silva recorreu em Teresina (PI), nesta quarta-feira (9/9), para falar de futuro. Diante de uma multidão na Arena Carhoo no ato de campanha com a chapa do presidente Lula no estado, ela relembrou a fome, a fila do osso e as perdas na pandemia durante o governo Bolsonaro, contrapôs aquele período às políticas retomadas por Lula e deixou às mulheres o chamado especial de defender direitos e cuidar, todos os dias, da democracia.

“Eles acham que a gente não tem memória. Eles querem que a gente se esqueça”, disse Janja. “Mas nós sabemos, nós lembramos e nós jamais esqueceremos o que aconteceu quando um governo deixa de cuidar do seu povo, deixa de cuidar de suas mulheres, deixa de cuidar de quem mais precisa.”

“Eles acham que a gente não tem memória. Eles querem que a gente se esqueça. Mas nós sabemos, nós lembramos e jamais esqueceremos o que aconteceu quando um governo deixou de cuidar do povo, de suas mulheres, de quem mais precisa”

Janja Lula da Silva

RECONSTRUÇÃO – Janja contrapôs aquele período à reconstrução iniciada com a volta de Lula à Presidência. Citou a saída do Brasil do Mapa da Fome e a retomada de políticas de saúde, educação, cultura e proteção social, com atenção especial às mulheres. “Ele encontrou o Brasil nas trevas da fome, do abandono, da desesperança. E ele começou a reconstruir”, afirmou.

A primeira-dama também falou de moradia, saúde, universidade e melhores condições de trabalho e defendeu o fim da escala 6×1, que, segundo ela, dará às mulheres “mais tempo para viver e escrever seu futuro”. E destacou uma prioridade: “Nós, mulheres, queremos viver sem medo. Sem medo de sermos vítimas da misoginia, da violência e do feminicídio.”

GUARDIÃS DA DEMOCRACIA – Ao destacar que Lula recolocou as mulheres no centro das políticas públicas, Janja fez um alerta: “Quando as mulheres avançam, o Brasil avança junto. Mas nenhuma conquista está garantida para sempre. Direitos precisam ser defendidos. A democracia precisa ser cuidada diariamente. E nós, mulheres, somos as suas guardiãs.”

E convocou as mulheres à mobilização: “Nós precisamos escolher todos os dias que futuro queremos construir para nós e para nossas famílias. E este é o momento de agir.”

ESPERANÇA GARCIA – No Piauí, Janja também buscou na história local um símbolo para esse chamado. Lembrou Esperança Garcia, mulher negra escravizada no século XVIII que denunciou as violências sofridas por ela e sua família e é reconhecida como a primeira advogada do Piauí.

“O Piauí é a terra de Esperança Garcia, uma mulher que não se calou quando tentaram tirar sua liberdade, sua família, sua dignidade”, afirmou. “Nenhuma mulher nasceu para baixar a cabeça diante da injustiça. Nenhuma.” Esquecer tem consequência e em uma eleição, pode significar repetir o que se queria deixar para trás.

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