25 de agosto de 2013

Lula ressaltou, em visita ao Acre, a importância do desenvolvimento de estados do interior do Brasil que fazem fronteira com nossos vizinhos sul-americanos para a integração da América do Sul e para uma saída de produtos brasileiros pelo Oceano Pacífico.

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O ex-presidente visitou na sexta-feira o complexo de exportação da Peixes da Amazônia S.A., que quando estiver pronto exportará espécies típicas produzidas em cativeiro para países da Ásia. “Imaginar que o Acre é um recanto no final do mundo, que não tem saída, é porque não conhece o Brasil e não conhece sequer a América do Sul, porque se tiver o mínimo de noção, percebe que o Acre está próximo de muitos lugares, muito mais que São Paulo ou Rio de Janeiro.”

A construção da Rodovia Interoceânica no governo Lula permitiu uma ligação do Acre com o Peru e o Oceano Pacífico, deixando o estado próximo de portos que podem exportar por um caminho bem mais curto para a Ásia. “O Acre está muito perto do Pacífico agora. São 1.200 quilômetros em uma estrada boa, então agora você pode produzir no Acre e não tem que andar tantos e tantos quilômetros de navio, pega uma estrada e chega no porto do Pacífico e pode vender para o Japão, para a China, para a Coreia, para quem quiser comer esse filé de pirarucu, que eles nunca comeram na vida, vão saber que peixe bom é esse.”

Lula ressaltou a importância da parceria com os países vizinhos para o crescimento do interior do Brasil. O Acre faz fronteira com o Peru e com a Bolívia. “É importante lembrar que durante 500 anos, o Brasil viveu e desenvolveu só voltado para a costa, para o litoral. Depois o Juscelino foi até Brasília e o Pará, e agora a gente tem que desenvolver as fronteiras com a América do Sul, porque são quase 16 mil quilômetros de fronteira seca onde nós devemos estabelecer uma política saudável de desenvolvimento com os nossos parceiros.”

Para o ex-presidente, muitas vezes os empresários não investem no interior do Brasil por falta de conhecimento e preconceitos. “Eu digo que muitas vezes as pessoas têm uma visão equivocada do lugar que não conhece. Eu estou indo para a África agora e vejo as pessoas falarem da África como se fosse um canteiro de miséria e não tem dimensão que tem lugares bons, gente vivendo bem, gente vivendo mal, como aqui no Brasil.”

Ouça a entrevista completa do ex-presidente: