Lula: inflação de alimentos com Bolsonaro foi de 56%. Na atual gestão, quatro vezes menor
Em entrevista à TV Record, presidente destaca indicadores expressivos de seu governo na geração de empregos, valorização do salário mínimo, no desemprego mais baixo da série histórica e na menor inflação média de um mandato desde a redemocratização
Em entrevista concedida à TV Record neste domingo (23/08), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o desempenho econômico do Brasil na sua gestão. Destacou o contraste claro entre a trajetória favorável dos indicadores nos últimos três anos e meio em relação ao mandato anterior em temas como inflação, custo de alimentos, desemprego, geração de postos de trabalho, salário mínimo e crescimento econômico.
O presidente reconheceu que os juros altos seguem como desafio e defendeu a criação de uma política de educação financeira, em especial para a população evitar prestações que corroam o orçamento doméstico, principalmente numa era em que as compras são feitas com intensa facilidade, a partir de rápidos cliques no celular.
Confira alguns dos trechos de respostas do presidente
INFLAÇÃO E SALÁRIO – Esses dias vi que um adversário foi mostrar uma picanha, sabe? Eu vou dar um dado aqui. Fiz questão de trazer isso. Enquanto no governo passado, em quatro anos, a inflação teve média 6,2%, a nossa é de 4,5% (a menor inflação média de uma gestão presidencial em todo o período desde a redemocratização, em 1989). A inflação de alimentos, no governo passado, chegou nos quatro anos a 56%. A nossa, de 2023 até agora, é de 13,6%. Ou seja, quatro vezes menor. Quatro vezes menor.
Então, era importante que esses adversários, em vez de ir ao supermercado fazer pirotecnia, acompanhassem os dados do IPCA para saber que as coisas melhoraram muito.
Olhe os números e compare. A inflação desacelerou, o desemprego está entre os menores da nossa história, mais de 10 milhões de vagas formais foram geradas e o salário mínimo voltou a ter aumento real.
— Lula (@LulaOficial) August 24, 2026
É assim que a gente governa: fazendo a economia crescer, criando oportunidades… pic.twitter.com/yzK7O6ETxl
POSTOS DE TRABALHO E DESEMPREGO – Para você ter uma ideia: o desemprego. Com eles chegou a quase 8%, o nosso a 5% (em dezembro de 2025, o registro foi de 5,1%, o menor da série histórica). Eles geraram 6 milhões de empregos. Nós geramos 10,6 milhões (levando em conta os formais, entre os com carteira assinada no setor privado e as três esferas do setor público). O crescimento econômico. O deles foi de 1,4%. O nosso, em três anos, cresceu próximo de 3%. A média vai ser 2,8%, o dobro deles.
HÁBITOS DE CONSUMO – Os números são exitosos. Nós temos a menor inflação acumulada em 4 anos, nós temos aumento do salário mínimo real em todos os anos, eles passaram sete anos sem fazer. Agora, por que a sensação de estar caro? Está caro porque mudou o nosso hábito de comer, porque os juros estão caros e porque a gente está comprando mais coisas, utilizando mais coisas. Por isso que eu acho que nós vamos ter que criar um programa de governo, uma coisa chamada educação de economia popular.
