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Comício do presidente Lula em Porto Alegre (RS)
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Economia • Setembro de 2026 • 4 min de leitura

Lula ressalta resgate no poder de compra e aponta necessidade de avançar ainda mais

Em Porto Alegre, presidente cita queda da inflação de alimentos e ganho real do salário para enfatizar que houve avanços expressivos, mas que ainda há uma caminhada para alcançar o patamar ideal do poder de compra do brasileiro

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O salário mínimo, que no início do terceiro mandato do presidente Lula comprava pouco mais de uma cesta básica, hoje já compra duas. O brasileiro resgatou parte do poder de compra, com aumento real do salário mínimo nos quatro anos, desemprego na mínima histórica, dez milhões de empregos formais criados e a inflação acumulada mais baixa de uma gestão desde a redemocratização. 

Esse avanço, contudo, ainda não é suficiente, segundo o presidente Lula enfatizou durante ato de campanha diante de 27 mil pessoas em Porto Alegre, na noite desta sexta-feira (11). Ele lembrou que herdou uma inflação de alimentos de 56% da gestão anterior e, mesmo que tenha reduzido para 13% no atual mandato, sabe que ainda há uma caminhada para que todos tenham a sensação de recuperação econômica plena.

“A questão do custo de vida é uma coisa que estou levando muito a sério. No meu governo passado, o salário mínimo dava para comprar duas cestas básicas e meia. Quando voltei agora, comprava uma. Agora, já compra duas. E eu quero chegar ao salário mínimo comprando muito mais cestas básicas”

Luiz Inácio Lula da Silva

“A questão do custo de vida é uma coisa que estou levando muito a sério”, declarou. “No meu governo passado, o salário mínimo dava para comprar duas cestas básicas e meia. Quando voltei agora, estava comprando uma e pouco. Agora, compra duas. E eu quero chegar ao salário mínimo comprando muito mais cestas básicas”, afirmou, garantindo que a política de valorização do salário mínimo com ganho real todo ano seguirá no próximo mandato, assim como as políticas de geração de empregos e crescimento da massa salarial.

RETOMADA – Desde 2023, o Governo Federal retomou e ampliou programas de segurança alimentar e de apoio à agricultura familiar que contribuem para reduzir a inflação de alimentos e para a segurança alimentar do país. Um dos exemplos é a alimentação escolar. O governo aumentou em 55% o valor destinado às escolas para a compra de merenda, ampliando os recursos para uma política que garante refeições diariamente a cerca de 40 milhões de pessoas. Na gestão anterior, não houve qualquer reajuste, e a imprensa registrou cenas lamentáveis de crianças dividindo ovo cozido e biscoitos de água e sal e com carimbo nas mãos para impedir que pudessem repetir uma refeição.

AGRICULTURA FAMILIAR – Na produção, o Plano Safra da Agricultura Familiar alcançou recordes sucessivos durante a atual gestão. Para a safra 2026/2027, são R$ 97 bilhões destinados à agricultura familiar, com juros de 2% para os produtores. O crédito amplia a capacidade de produção de alimentos e fortalece a renda de milhões de agricultores familiares. 

PAA – Outra frente é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que permite ao poder público comprar alimentos produzidos pela agricultura familiar e destiná-los a diferentes políticas e equipamentos de atendimento à população. A produção adquirida chega à alimentação escolar, às cozinhas solidárias, aos hospitais e às instituições assistenciais, aproximando o incentivo à produção do combate à insegurança alimentar.

ESTOQUES – O governo também retomou os estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), instrumento para contribuir para a estabilidade do abastecimento e evitar aumentos excessivos de preços em períodos de perdas de safra. Com os estoques, o poder público voltou a ter um instrumento de intervenção em momentos de redução de oferta e pressão sobre os preços. Como resultado, o país saiu novamente do Mapa da Fome da ONU e chegou ao menor patamar de insegurança alimentar da história do país.

MENOR INFLAÇÃO – No plano mais recente, dados da economia ajudam a projetar um horizonte de continuidade das conquistas. A cesta básica de alimentos ficou mais barata em 25 das 27 capitais brasileiras entre julho e agosto, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

A pressão menor sobre os preços também aparece no índice geral de inflação. Em agosto, a inflação oficial do país registrou variação negativa de 0,32%, com redução justamente em despesas que ocupam espaço importante no orçamento das famílias, incluindo alimentos, energia elétrica e combustíveis. No acumulado de 2023 a 2026, a alta dos preços é de 17,9%, a menor registrada em um período de quatro anos desde a criação do Plano Real. O resultado também é inferior aos 19% acumulados entre 2007 e agosto de 2010, durante o segundo mandato de Lula.

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