Lula “sobe a rampa no Rio” e celebra presença federal no estado
Em ato de campanha no estádio de Moça Bonita, presidente destaca a retomada de ações e investimentos em saúde e educação e projeta novas metas para o próximo mandato
“É que eu não posso ver uma rampa que já quero subir”, brincou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de um ato de campanha em Bangu, neste sábado (22/08). Ao subir o palanque montado no estádio de Moça Bonita, diante de um público que encheu o gramado e as arquibancadas, o presidente afirmou que seguirá firme no projeto de acabar com a invisibilidade de parte do povo brasileiro. E a chave para isso é avançar ainda mais na política de criação de oportunidades para melhorar indicadores de saúde e educação, a partir de uma base consolidada no atual mandato.
“Eu sou presidente mais uma vez porque não acabei com a invisibilidade do povo brasileiro. Vocês não são invisíveis”, enfatizou Lula para o público. “Eu não quero tirar nada de ninguém, eu só quero dar igualdade de oportunidade”, prosseguiu o presidente, ao lado dos candidatos ao governo, Eduardo Paes, e ao Senado, Benedita da Silva e Pedro Paulo. Lula comparou as gestões do PT no governo federal à da extrema direita, e o pensamento da esquerda com o da elite do país.
“Na cabeça deles, pobre não tem que estudar, tem que trabalhar. Negro não tem que estudar, tem que trabalhar. Indígena não tem que estudar, tem que trabalhar. A diferença é que na minha cabeça, pobre, negro, indígena, todos têm que estudar. Eu quero que a filha da empregada doméstica possa ter a mesma qualidade para estudar e concorrer a uma vaga na universidade que o filho da patroa dela”, resumiu o líder brasileiro, que fez o mesmo paralelo na saúde.
“Vocês vão votar num candidato que quer cobrar estacionamento dos funcionários do hospital ou no presidente que vai transformar os seis hospitais federais do Rio de Janeiro em hospitais de referência, em orgulho desse país? Nós estamos fazendo uma revolução na saúde, com o Agora tem Especialista”, refletiu Lula.
Pelo programa, o estado teve 2 milhões de cirurgias eletivas realizadas em 2025, 60% a mais do que em 2022. No mesmo período, houve 3,4 milhões de consultas e teleconsultas, crescimento de 149%, e 144 milhões de exames, 28% a mais que em 2022.
No atual mandato de Lula, a rede federal de saúde no estado passou por um conjunto importante de aportes, com reestruturação dos hospitais do Andaraí, dos Servidores, Cardoso Fontes, Bonsucesso, Ipanema e Lagoa. Adicionalmente, foram anunciadas seis policlínicas, a maternidade de Japeri e o Novo Hospital da UFRJ.
“Eu sou presidente mais uma vez porque não acabei com a invisibilidade do povo brasileiro. Vocês não são invisíveis. Eu não quero tirar nada de ninguém, eu só quero dar igualdade de oportunidade”
Luiz Inácio Lula da Silva
MAIS MÉDICOS – Em junho de 2026, eram 1.415 profissionais, atuando em 83 municípios fluminenses. São 924 novos profissionais desde 2023. O quadro quase triplicou: eram 491 no fim de 2022.
FARMÁCIA POPULAR – Foram 2,8 milhões de pessoas atendidas em 2025, alta de 35,6% em relação a 2022. O programa passou a oferecer os 41 itens da lista de forma totalmente gratuita desde fevereiro de 2025. São 1,83 mil farmácias conveniadas em 90 municípios do estado.
OLHAR DE RESPEITO – O presidente tem repetido nos atos de campanha: o próximo salto de qualidade é na educação, a começar por ter escolas em tempo integral por todo país. “Eu tenho algumas coisas para fazer daqui para frente. A primeira é continuar fortalecendo a educação. Vamos colocar escola de tempo integral em toda escola pública desse país”.
“As crianças vão ficar o dia inteiro na escola, para dar tranquilidade às mães e aos pais que vão trabalhar. E essas crianças vão ter mais aulas e muito mais coisa, inclusive na parte cultural, do que já tiveram em qualquer momento da política”, reforçou Lula, que ao longo do seu terceiro mandato realizou 1,8 milhão de matrículas no tempo integral, a partir de um investimento de R$ 7,2 bilhões.
“As crianças vão ficar o dia inteiro na escola, para dar tranquilidade às mães e aos pais que vão trabalhar. E essas crianças vão ter mais aulas e muito mais coisa, inclusive na parte cultural, do que já tiveram em qualquer momento da política”
ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL– A iniciativa do Governo Federal amplia o tempo de permanência dos estudantes na escola e garante um ambiente seguro, com alimentação adequada e atividades pedagógicas, culturais e esportivas. A iniciativa apoia o aprendizado e o desenvolvimento integral de crianças e jovens e oferece mais segurança e acompanhamento às famílias.
A evolução nesse campo tem sido constante desde 2023. Na educação básica (ensino regular) passou de 15,1% para 25,8%, atingindo a Meta 6 do Plano Nacional de Educação, que prevê atendimento de pelo menos 25% dos estudantes da educação básica. A creche passou de 56,2% para 61,7%, a etapa com maior oferta de tempo integral.
O maior avanço ocorreu nos anos finais do ensino fundamental, que cresceram 12,4 pontos percentuais (de 11,3% para 23,7%). Os anos iniciais do ensino fundamental também tiveram crescimento expressivo, passando de 10,6% para 20,9% (+10,3 p.p.).
CENSO ESCOLAR – Mais estudantes brasileiros estão avançando e concluindo o ensino médio na rede pública. Entre 2022 e 2025, a reprovação caiu 62%, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série, indicador que mede o atraso escolar, foi reduzida em 28%, evidenciando avanços na permanência e no sucesso escolar dos estudantes. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%, segundo os dados da segunda etapa do Censo Escolar 2025, divulgados no último mês de julho.
Parte desse sucesso está no programa Pé-de-Meia, que até abril de 2026, beneficiou 492 mil estudantes no Rio de Janeiro, com R$ 1,4 bilhão investidos para incentivar a permanência dos adolescentes no ensino médico.
Educação para o futuro – O PAC Universidades inclui 18 empreendimentos para instituições federais de ensino superior em 8 municípios do Rio de Janeiro. O presidente tem dito que o país deve investir em carreiras importantes para o país ter soberania sobre as terras raras e minerais críticos. E o investimento na educação técnica e superior seguiu a mesma trajetória de crescimento da educação em geral nos últimos anos.
“Por causa do ReUni, por causa do ProUni, por causa do FIES, por causa dos Institutos Federais, porque o meu sonho é que as meninas estudem para ter independência e para poderem ganhar um bom salário. Meu sonho é que os meninos estudem para ganhar um salário melhor, ter um emprego de qualidade e poder constituir família e viver dignamente. Porque é isso que nós queremos e isso não é possível fazer sem educação”, concluiu.
