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Presidente Lula em ato de campanha em Curitiba
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Notícias • Setembro de 2026 • 4 min de leitura

Lula sobre potencial interferência estrangeira na eleição: “O Brasil não é republiqueta de bananas”

Em ato de campanha em Curitiba, presidente defende soberania do processo eleitoral

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Em ato de campanha neste sábado (12) em Curitiba (PR), o presidente Lula criticou a tentativa de adversários políticos de buscar interferência internacional nas eleições brasileiras e defendeu a soberania do processo eleitoral. A 22 dias da votação, Lula também pediu que os eleitores reflitam sobre o futuro do país e as escolhas em jogo.

Ao abordar a relação com os Estados Unidos, Lula afirmou que seus adversários buscaram apoio de Donald Trump e associou o movimento ao uso de símbolos norte-americanos em manifestações políticas. “Eles foram para os Estados Unidos pedir ajuda pro Trump. Eles aqui no Brasil usam a bandeira nacional, mas nos comícios deles é a bandeira americana”, disse.

“Esse país não é um país de vira-latas. Não é republiqueta de bananas. Tem 215 milhões de homens e mulheres que têm orgulho. A escolha de um governador, de um deputado e do presidente é única do povo brasileiro”

Luiz Inácio Lula da Silva 

Lula reforçou ainda que pretende manter boas relações com os Estados Unidos, mas deixou claro que a relação diplomática com o país não significa abrir mão da autonomia brasileira. “Eu quero estar bem com os Estados Unidos, não quero brigar. Agora, o Trump sabe, eu já falei pra ele: não se meta nas eleições do Brasil”. 

Durante a gestão de Lula, o Brasil teve de lidar com a aplicação de tarifas unilaterais do governo Trump aos produtos brasileiros. Diante do cenário, o país negociou em todas as instâncias diplomáticas e reduziu sensivelmente a lista de produtos afetados pelas taxações. Ao mesmo tempo, ampliou a política de diálogo com países dos cinco continentes, abriu mais de 650 mercados em mais de 90 destinos para produtos nacionais, um recorde absoluto, e o Brasil alcançou patamares recordes de exportação. Numa outra frente, o país implementou o Brasil Soberano, um plano para dar suporte a empresas nacionais e minimizar as consequências das tarifas na cadeia de geração de emprego e renda do país.

SOBERANIA – Na sequência do discurso, Lula defendeu a soberania do voto e afirmou que cabe exclusivamente ao povo brasileiro decidir os rumos do país. “Esse país não é um país de vira-latas. Não é uma republiqueta de bananas. Esse país tem 215 milhões de homens e mulheres que têm orgulho”, declarou. “É a eleição brasileira. A escolha de um governador, de um deputado e do presidente da República é única do povo brasileiro. É um direito de cada mulher e de cada homem”, ressaltou. 

Foto: Ricardo Stuckert

RESULTADOS  – A defesa do projeto político também passou pela comparação entre governos. Lula criticou os adversários, a quem acusou de disseminar informações falsas e de não sustentar as próprias convicções. E convocou os eleitores a refletir sobre os rumos que desejam para o país. “A escolha é nossa, se a gente quer continuar melhorando ou quer voltar para trás”. 

O presidente citou retrocessos da antiga gestão. “Sabe quanto tempo passou sem aumentar o salário mínimo (ganho real)? Sete anos! Sabe o tempo que passou sem aumentar a refeição da escola? Sete anos! Sabe o quanto tempo passou sem reajustar a bolsa do Caps? Sete anos!”, disse.

Enquanto o governo Bolsonaro teve quatro anos sem ganhos reais no valor do salário mínimo, Lula promoveu aumentos acima da inflação em todos os anos, com valorização acumulada de 11,8% no período. O avanço também se refletiu na renda média dos trabalhadores, que caiu R$ 33 ao longo dos quatro anos do governo anterior, encerrando dezembro de 2022 em R$ 3.310. Sob Lula, a renda média subiu R$ 428 em três anos e meio e chegou a R$ 3.738 em julho de 2026.

12.09.26 - Lula no Paraná: O Brasil Pronto Pra Mais<

RETA FINAL – Com 22 dias até a votação, Lula reforçou a importância da mobilização eleitoral e fez um chamado para que os brasileiros avaliem as consequências de sua escolha para o país. “A eleição começou agora, gente. Nós temos 22 dias para ganhar. Na hora de votar, pense no Brasil que você quer, no Brasil que você quer para o seu filho. A gente tem o direito de votar em quem quiser. Se você votar com consciência, já valeu a pena.”

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