05 de outubro de 2018

No debate da Rede Globo, nesta quinta-feira (4/10), Fernando Haddad lembrou à candidata Marina Silva que está em campanha há apenas 22 dias, “entrei em uma condição anormal, porque o líder das pesquisas foi condenado de forma arbitrária e impedido de ser candidato. Estou falando do ex-presidente Lula, que estava com 40% de intenções de voto”.

Haddad afirmou que está se apresentando ao eleitor porque representa um projeto que deu certo, que governou para todos os brasileiros e lembrou que o ex-presidente Lula saiu do governo com 86% de aprovação. “Eles falam que Lula é radical, mas Lula tratou o servente de pedreiro e o empresário com a mesma dignidade”, disse.

O candidato petista enfatizou que assim como Lula vai abrir as portas do Palácio, especialmente, para os mais pobres, a partir de 1º de janeiro de 2019.

Haddad também lembrou que: “Eu vivo de salário, sou professor. Eu e minha esposa. Tenho ética. Como ministro da Educação trabalhava 18 horas por dia para abrir as portas das universidades aos pobres”.

Haddad lembrou decisão da ONU para que Lula fosse candidato
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a vice-presidenta do Comitê de Direitos Humanos da ONU, Sarah Cleveland, criticou a decisão de negar o registro da candidatura ao Palácio do Planalto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato.

A lógica da determinação da ONU, segundo Sarah Cleveland, foi a de garantir que Lula não tivesse seus direitos violados antes de uma decisão final sobre seu caso, em uma última instância. A especialista criticou o governo brasileiro por ter desconsiderado a resolução da ONU. “A ação do Brasil é muito lamentável”, declarou Cleveland, que foi uma das peritas que assinou as medidas cautelares a favor de Lula.

“O Comitê de Direitos Humanos considera a falha em cumprir com as medidas cautelares como uma violação ao Protocolo Adicional e, se a situação continuar como tal, o Comitê comunicará isso ao governo em seu devido tempo”, alertou a vice-presidente, que ocupa o cargo de professora de Direito da Universidade de Columbia, nos EUA.