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Lula com estudantes em ato de campanha em Curitiba
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Educação • Setembro de 2026 • 3 min de leitura

No Paraná, Lula mira patamar de excelência na educação

Em Curitiba, presidente fala em universalizar Pé-de-Meia e ensino em tempo integral, retomar intercâmbio no exterior e preparar jovens para novas profissões e inteligência artificial

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Lula quer tirar o Brasil da lista dos países “em desenvolvimento”. Em Curitiba, neste sábado (12/09), não prometeu um atalho para isso. Prometeu estudo. Muito estudo. Mais tempo na escola, mais jovens na universidade, formação no exterior, cursos para as novas profissões e inteligência artificial desenvolvida por brasileiros. É a educação levada, nas palavras do presidente, “às últimas consequências”. 

“Esse país cansou de ser um país em desenvolvimento. Esse país quer ser um país desenvolvido. E, para ser desenvolvido, é preciso que as pessoas estudem”, afirmou o presidente durante o ato de campanha Brasil Pronto Pra Mais, na Boca Maldita, tradicional ponto de manifestações políticas no centro de Curitiba. 

“Não vai ter limite para a gente fazer investimento em educação. Para ser desenvolvido, é preciso que as pessoas estudem”

Luiz Inácio Lula da Silva

No palanque com Requião Filho (PDT), candidato ao governo do Paraná, e Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT), candidatos ao Senado, Lula prometeu universalizar o Pé-de-Meia e o ensino em tempo integral até o ensino médio, ampliar a rede federal, criar cursos para novas profissões e retomar o Ciência sem Fronteiras. “Falar do futuro é falar da educação. Falar do futuro é falar da formação das nossas meninas e dos nossos meninos. Para eles estudarem o que quiserem”, disse.

Lula lembrou que, em 2003, havia 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho. Hoje, segundo ele, são 25,5 milhões. Também comparou a expansão da rede federal. O país passou de 144 para 344 campi universitários federais e deve chegar a 608 institutos federais, com a meta de alcançar mil unidades. No Paraná, são 29 campi universitários federais, 17 criados em governos do PT, 59% do total. O Pé-de-Meia beneficia 268 mil estudantes do ensino médio público no estado.

PÉ DE MEIA E EDUCAÇÃO INTEGRAL – Lula anunciou que pretende universalizar o programa, criado para ajudar estudantes a permanecer no ensino médio. Segundo o presidente, cerca de 500 mil meninas e meninos abandonavam a escola todos os anos para tentar ajudar no orçamento da família. Hoje o programa atende 7,2 milhões de jovens no país, com investimento de R$ 14 bilhões. “Não estamos gastando, como a direita fala. Estamos investindo”, afirmou. “E nós vamos agora universalizar. Agora vai ser para todo mundo.”

A mesma escala foi prometida para a educação em tempo integral na rede pública. Lula defendeu que ela seja universalizada até o ensino médio e que mais horas na escola signifiquem formação mais ampla. Lula citou língua portuguesa, arte, cultura, meio ambiente e educação sobre feminicídio entre os conteúdos que devem fazer parte dessa formação. Para ele, a jornada integral também permite que mães e pais trabalhem sabendo que os filhos estão na escola. “Essa é a revolução que vamos fazer.”

12.09.26 - Lula no Paraná: O Brasil Pronto Pra Mais<

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS – A ambição educacional apresentada em Curitiba também ganhou quilômetros. Lula quer voltar a mandar estudantes brasileiros para universidades de outros países, retomando uma proposta que integra seu programa para um novo mandato: o Ciência sem Fronteiras. “Que história é essa que o rico manda o filho dele para a Inglaterra, para os Estados Unidos, para Madri, para a França, e o pobre não pode? Quem é que disse que não pode? Pois no meu governo pode.”

A ideia está ligada ao tipo de profissional que o Brasil pretende priorizar. Lula falou em cursos inovadores, novas profissões e preparação para um mercado transformado pela tecnologia. “Nós temos que aprender essa loucura digital, esse negócio de inteligência artificial. Eu não quero ficar copiando chinês nem americano. Eu quero inteligência artificial em língua portuguesa feita por brasileiros e brasileiras”, afirmou.

No Paraná, a expansão dos institutos federais ajuda a dimensionar a rede disponível para essa formação. Das 45 unidades previstas no estado, 36 foram criadas nos governos Lula e Dilma, o equivalente a 80% do total. Seis dessas unidades foram anunciadas no longo dessa gestão.

“O MAIS BARATO INVESTIMENTO” – Lula também voltou a uma disputa recorrente sobre o tratamento dado às despesas com educação. Rejeitou a ideia de que ampliar programas educacionais seja simplesmente aumentar gastos públicos e associou formação a emprego, renda e capacidade tecnológica. “Não fique falando em gasto, não. Porque investir no menino para ele se formar é o mais barato investimento que a gente faz. O retorno é para a vida, o retorno para a família dele, o retorno para o Estado brasileiro.”

A educação “elevada às últimas consequências” que apresentou em Curitiba pretende alcançar o estudante que precisa de renda para não abandonar a escola, estender seu tempo de aprendizagem, levá-lo à universidade e, em alguns casos, para fora do país, e preparar uma geração capaz de produzir conhecimento e tecnologia no Brasil. “Não vai ter limite para a gente fazer investimento em educação”, afirmou. Para Lula, é esse investimento que separa o país em desenvolvimento daquele que ele disse querer construir. “Para ser desenvolvido, é preciso que as pessoas estudem.”

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