15 de outubro de 2018

O segundo turno é época de comparar propostas sobre temas importantes para o país. Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, a educação é o tema central. Fernando Haddad (PT) foi ministro da Educação no governo Lula e dá prioridade máxima ao tema: criou o Fundeb, o piso nacional dos magistrados, o Prouni, ampliou o número de creches, ampliou e reestruturou o Fies, ajudou a elevar o orçamento da educação para 6% do PIB nacional (e propõe agora levar a 10%). Entre as suas muitas propostas de governo estão uma nova reforma do Ensino Médio e a ampliação da educação integral – quanto mais tempo crianças e adolescentes passam nas escolas, mais inclusão. Já o candidato do PSL…

Jair Bolsonaro defende educação a distância até para os alunos de Ensino Fundamental. Para Bolsonaro, o aluno poderia ir às escolas apenas para fazer provas e aulas práticas, a depender da disciplina. O candidato disse ainda que esse regime  ajuda a “baratear” o ensino. Segundo Bolsonaro, seria para combater o “marxismo” nas escolas. O filósofo e seus escritos nem sequer aparecem no currículo escolar do Ensino Fundamental.

— Conversei muito sobre ensino a distância. Me disseram que ajuda a combater o marxismo. Você pode fazer ensino a distância, você ajuda a baratear – afirmou o presidenciável, ao ser questionado por jornalistas sobre propostas para a educação.

A grande proposta de Jair Bolsonaro na área da educação é implementar o ensino a distância até para crianças, para “diminuir o custo” e evitar a “doutrinação ideológica” das crianças. Ou seja: a proposta de Bolsonaro para a educação parece ser justamente acabar com a educação pública.

Ele também adora espalhar fake news referentes a um suposto kit gay – que não existe nem nunca existiu – que Haddad teria distribuído nas escolas. É mentira, óbvio! Sabe o que Haddad realmente distribuiu na educação? Comida de verdade para a merenda escolar (pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar) e ônibus, lanchas e bicicletas para transporte escolar (pelo programa Caminho da Escola). Haddad foi também o ministro da Educação que mais distribuiu oportunidades para as pessoas cursarem o Ensino Superior:

Como disse Fernando Haddad, a fake news do kit gay é um desrespeito aos professores: “Você acha que uma professora brasileira primária ia aceitar esse tipo de coisa dentro da sala de aula? É um desrespeito ao magistério, é um desrespeito às professoras, é uma mentira deslavada de quem não tem projeto”.

Enquanto Haddad valoriza os professores, quer mais crianças nas escolas e mais jovens nas universidades, a proposta de Bolsonaro para a educação é tirar as crianças das escolas.