28 de outubro de 2018

“Quando eu era criança e morava em um cortiço eu sonhava com um desses”, escreveu a prounista Beatriz Marinelli em suas redes sociais, junto com uma foto do seu diploma de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Jornalista, formada por uma das melhores universidades particulares do país, Beatriz é negra e foi criada pela mãe na periferia de São Paulo. Beatriz completou: “Haddad 13 para pintar as universidades de preto e pobre”.

O Prouni foi implementado em 2005, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era presidente e Fernando HAddad estava no ministério da educação e possibilitou, entre 2005 e 2015 , o ingresso de 2 milhões de pessoas de baixa renda a faculdades privadas. O Prouni permitiu que o tão sonhado diploma universitário deixasse de ser privilégio dos poucos que tinham condições de estudar em boas escolas e pagar cursinhos pré-universitários.

O programa destina bolsas integrais ou parciais  em faculdades privadas de todo o país a alunos de baixa renda. As vagas são oferecidas em contrapartida à isenção tributária das instituições privadas de ensino superior. Os candidatos são selecionados com base nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Circula também nas redes essa foto de um colégio eleitoral em Taperoá, na Paraíba. A imagem dispensa legenda. Nas mãos dos jovens, livros e diplomas no lugar de armas.