“Porque minha mãe foi beneficiária do Bolsa Família, hoje eu estou em uma das carreiras mais bem remuneradas do Executivo”
Douglas Almeida, 31 anos, Luziânia (GO), ex-beneficiário do Bolsa Família e do PROUNI, hoje diplomata

“Quando os meus pais se separaram, a renda em casa caiu bruscamente. Então a minha mãe teve acesso a uma renda que foi importante para a gente não passar fome e, por conta de programas como Bolsa Família, mas também do trabalho que ela realizou, a gente nunca passou nem perto de fome, o que para quem estuda é uma garantia fundamental.
Eu fico comparando as oportunidades que tive com as que minha mãe teve. Com a exigência de que a criança permaneça na escola para que o Bolsa Família seja concedido, e por ser um desejo da minha mãe, eu pude estudar. Na época em que minha mãe era criança, não tinha esse benefício. Ela queria ser policial, mas teve que trabalhar aos nove anos e não concluiu a escola.
Eu não tinha perspectiva de fazer faculdade um dia, diante da ausência de exemplos na família. Não tinha ninguém que tivesse ingressado na universidade. Só quando fui para o ensino médio, no Distrito Federal, é que dois dos meus tios entraram na faculdade.
Assim, é porque minha mãe foi beneficiária do Bolsa Família que hoje estou em uma das carreiras mais bem remuneradas do Executivo, conquistada com muito suor, muito estudo, mas não foi só, nem principalmente o esforço individual. Acho que o maior crédito foi desse momento histórico que vivi. O Bolsa Família ajudou muito”.