30 de agosto de 2013

Kwasi Adu-Amankwah é secretário geral da Organização Regional Africana da Confederação Sindicalista Internacional (ITUC-Africa). Ele veio ao Brasil participar das comemorações dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores e falou ao Instituto Lula sobre como vê as relações sindicais entre Brasil e os países africanos.

Adu-Amankwah ressalta que a realidade africana é muito diversa, mas que a CUT já tem relações com sindicatos do continente a algum tempo, sobretudo com a Cosatu (Congresso dos Sindicatos Sul-africanos), da África do Sul – país que tem a estrutura sindical mais organizada do continente. Na avaliação dele, os laços têm se estreitado e iniciativas de cooperação têm começado a surgir mais intensamente.

Sobre a oportunidade de estar em contato com centrais sindicais de outros países, para Adu-Amankwah  “O mais importante é a troca de experiências e informações”. Para ele, ainda que as realidades brasileira e africana possam ser diferentes em muitos sentidos, a solidariedade é um elemento importante para guiar as ações: “Solidariedade não é construída apenas em experiências semelhantes. Quando nos solidarizamos não importa quão diferentes as realidades possam ser. Quando você sabe que seu irmão ou sua irmã tem um problema, é o momento de se solidarizar”.

Ele considera que essa “atitude solidária” foi exatamente o que reorientou as relações entre Brasil e os países africanos no governo Lula. “Ele estabeleceu uma atitude solidária com os países africanos e acho que isso tem continuado mesmo depois que ele deixou a Presidência”.