30 de novembro de 2018
Foto: Ricardo Stuckert

Foi lançado nesta quinta-feira (29), em Brasília, o livro “Luiz Inácio Luta da Silva: nós vimos uma prisão impossível”. A obra reúne relatos de diversas personalidades sobre o dia da injusta prisão de Lula, no dia 7 de abril.

Autora de um dos relatos da coletânea, a presidenta nacional do PT Gleisi Hoffmann participou da mesa de abertura com os organizadores Camilo Vannuchi e Aldo Zaiden. O ex-ministro Gilberto Carvalho também compareceu.

Em discurso, a senadora rememorou com carinho as horas de apreensão e luta no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, lugar onde Lula fez seu discurso antes de ser levado à sede da PF. “Ver o Lula flutuando nos braços do povo, levado por sua gente, sem deixar que o humilhassem [na transferência]. Era uma hora triste, mas foi muito bonito”, disse.

Gleisi conta que, assim como Lula falou dos ensinamentos de Dona Lindu (“Teimem! Teimem!”), a militância segue levando esse saber adiante, até que seja feita justiça para Lula e para o Brasil. “Esse país não estará em paz quanto Lula estiver preso. Porque a prisão de Lula é a prisão do povo e da maioria de suas conquistas. E por isso nós vamos teimar”, concluiu.

“Eles tentam torná-lo ausente, mas ele teima em estar presente. Que esta noite seja a renovação do nosso compromisso”, desejou Carvalho.

Todos os autores e autoras estiveram em São Bernardo do Campo, no Sindicato dos Metalúrgicos, durante as 48 horas de cerco que antecederam a detenção de Lula, ou visitaram o ex-presidente nos dias seguintes, em Curitiba. Há textos de Manuela D’Ávila, da filósofa Marcia Tiburi, do ex-chanceler Celso Amorim, da cineasta Tata Amaral, das psicanalistas Maria Rita Kehl e Amnéris Maroni, dos jornalistas Juca Kfouri e Rosane Borges.

Da Agência PT