02 de outubro de 2018
General Mourão, vice de Bolsonaro

O candidato a vice de Jair Bolsonaro (PSL), General Mourão, voltou a criticar o décimo terceiro

O candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) continua atacando os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Nesta terça-feira (02/10), em São Paulo, General Mourão voltou a criticar o 13º salário e disse que, com ele, “todos saímos prejudicados”.

Aos poucos, as propostas da chapa de Bolsonaro vão se revelando. Depois das declarações de Paulo Guedes, assessor econômico e guru de Bolsonaro, sobre os planos de acabar com a aposentadoria pública e de aumentar os impostos para quem ganha até R$ 15 mil, General Mourão afirmou, na semana passada, que se eleitos, eles pretendem acabar com o 13º salário e diminuir os direitos trabalhistas relativos às férias.

Tal cenário é tenebroso para quem trabalha. Essas pessoas ficarão sem 13º salário, sem gratificação de férias, sem aposentadoria e pagarão mais impostos. Esse é um retrocesso histórico em direitos e conquistas alcançados após anos de luta.

O absurdo da primeira declaração de Mourão gerou fortes reações e o próprio Bolsonaro teve de se pronunciar no Twitter, para tentar amenizar os impactos negativos de seu próprio programa de governo.

Mesmo assim, seu vice continua a afirmar que o décimo terceiro é um problema a ser superado. Veja o que disse a Folha de S.Paulo:

“Se você recebesse seu salário condignamente, você economizaria e teria mais no final do ano. Essa é minha visão. Não pode acabar [o 13º]. O que eu mostrei é que tem que haver planejamento. Você vê empresa que fecha porque não tem como pagar. O governo tem que aumentar imposto, e agora já chegou no limite e não pode aumentar mais nem emitir títulos. Uma situação complicada”, continuou Mourão nesta terça (2), destacando que o 13º é um dos “custos” que o Brasil precisa diminuir para ter competitividade internacionalmente. 

O general falou que a única possibilidade de mexer no 13º salário seria um “amplo acordo nacional para aumentar os salários”.

“Tem governos estaduais que pagam atrasado. Não pode mudar [o 13º salário], está enraizado. Só se houvesse um amplo acordo nacional para aumentar os salários. Os salários são muito baixos, né? Você olha a nossa faixa salarial e ela é muito ruim”, concluiu, sobre o tema.

Sobre a chamada de atenção ríspida que recebeu de Bolsonaro, o general atribuiu à “maneira dele de se expressar” e recorreu a uma expressão em inglês para dizer que não vê problemas: “I can live with that” [“posso viver com isso”].

Durante os governos do PT, não apenas foram gerados 20 milhões de emprego, como também Lula e Dilma promoveram a valorização do salário mínimo – com aumento real de 77% e formalização recorde. Mais carteiras assinadas representam mais gente com acesso a direitos, como o 13º e as férias, que, graças ao crescimento real da renda, passaram a valer mais. Haddad, em seu governo, fortalecerá o salário mínimo e ampliará o crédito.