30 de julho de 2018

Com o Brasil amargando uma taxa de 12,7 milhões de desempregados, fica ainda maior a lembrança de como já fomos felizes durante os governos Lula, onde havia o pleno emprego. Ou seja, um país onde quem procurava emprego encontrava e onde as empresas tinham dificuldade em contratar certos profissionais, com vagas sobrando em todas as regiões.

O que é pleno emprego?
De um modo geral, pleno emprego pode significar que em determinado momento a população economicamente ativa realiza o volume de atividade máxima que é capaz de realizar e pode dizer-se que o pleno emprego se traduz numa situação em que todo o indivíduo que se apresenta no mercado de trabalho a procura de ocupação a encontra.

Em novembro de 2010, ao final da segunda gestão Lula, dados do IBGE apontavam índice de 5,7% de desemprego, o menor da história do país. Isso colocava o Brasil com índices melhores que os Estados Unidos e a Europa. Hoje o índice é de 12,7% (dados do IBGE para maio/2018).

Durante os oito anos do governo Lula foram criadas 15 milhões de vagas com carteira assinada, o que elevou para 43,6 milhões o número de trabalhadores no mercado formal. Hoje esse número caiu para 32,8 milhões.

Lula dinamizou a economia

O mérito da condição do pleno emprego foi a política econômica estabelecida pelo governo Lula que revolucionou o mercado de trabalho em oito anos.

Um ciclo completo de economia foi criado. A confiança na política econômica levou à maior formalização do mercado de trabalho e essa expansão de emprego trouxe também o aumento da renda do trabalhador e, com ele, mais consumo e a criação de mais empregos.

Os ganhos para os trabalhadores foram sucessivos ano a ano. Exemplo disso foram os acordos coletivos que conseguiram um ganho 26% acima da inflação entre 2003 e 2010, segundo dados do Ministério do Trabalho. Isso elevou o rendimento médio real do trabalhador.

Também o salário mínimo teve aumento real de mais 70% neste período, passando de R$ 200 em abril de 2003 para R$ 510 em março de 2011.

Atualmente pode parecer um sonho impossível o Brasil ter a condição do pleno emprego, mas já vivemos isso e podemos viver novamente. Basta o país ter uma política econômica na direção certa para a geração de emprego e renda e um presidente com coragem de implementá-la.