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Imagem mostra Lula diante de uma multidão em ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Desenvolvimento Social • Setembro de 2026 • 4 min de leitura

Adversário que fala de custo de vida entregou inflação de alimentos de 56%, lembra Lula 

Em São José do Rio Preto (SP), presidente aconselha eleitores a fazerem comparações a partir de dados reais, e não de narrativas que ignoram o legado de destruição do poder de compra da gestão anterior

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o “VAR”, na forma de memória inflacionária, para desconstruir o argumento da oposição em torno do custo de vida e dos alimentos. Em discurso em São José do Rio Preto (SP) diante de cerca de sete mil pessoas, Lula foi direto ao lembrar que a gestão anterior entregou uma inflação de alimentos de 56% nos quatro anos de gestão. E fez isso num período de desemprego que superou os dois dígitos durante boa parte do período, com o salário mínimo sem aumento real e com a renda do trabalhador em queda.  

O resultado prático daquele período foi devastador na mesa do brasileiro. O país voltou ao Mapa da Fome, as imagens da fila do osso ganharam o país e houve repercussões inclusive na rotina de serviços prestado pelo Estado na educação, com carimbo nas mãos de estudantes para evitar repetir refeição na escola e divisão de ovo na merenda, porque os valores da alimentação escolar ficaram congelados diante de uma inflação geral que chegou a 26,9 naquele período. 

“O adversário está indo para a televisão falar do custo de vida. Pelo amor de Deus, gente. Não se deixe enganar. No governo passado, a inflação de alimentos foi de 56%. No meu, 13,6%. É preciso que a gente comece a fazer comparação”

Luiz Inácio Lula da Silva

“Pensar no futuro é ter o menor índice de desemprego da história desse país”, afirmou o presidente, lembrando que no atual mandato o país chegou ao menor patamar da série, em menos de 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, com mais de 103 milhões de brasileiros trabalhando (o melhor resultado da história) e com o salário mínimo reajustado acima da inflação nos quatro anos, um ganho real de quase 12%. 

“O adversário está indo para a televisão falar do custo de vida. Pelo amor de Deus, gente. Não se deixe enganar. O custo de vida nos quatro anos do meu adversário foi de 56,17%. Eu vou repetir. No governo passado, a inflação de alimentos foi de 56,17%. No meu, 13,6%. É preciso que a gente comece a fazer comparação, porque se a gente for entrar na briga política das mentiras, a gente vai se igualar a eles”, argumentou o presidente, numa referência também ao fato de o candidato da oposição ter citado que pretende fazer os alimentos serem baratos como na gestão anterior, outra informação sem conexão com a realidade.  

Em São Paulo, estado onde o presidente está, por exemplo, o preço da cesta básica aumentou R$ 538 de 2018 a 2022 segundo o Dieese. E, como o salário mínimo não tinha ganho real, passou a consumir uma fatia cada vez maior do salário. No governo atual, a mesma cesta básica em São Paulo subiu R$ 88. A renda média dos trabalhadores na gestão anterior encolheu R$ 33 em quatro anos. Na gestão Lula, aumentou R$ 428.

A merenda escolar voltou a ser prioridade no governo Lula. Atende 40 milhões de estudantes em 146 mil escolas. Após seis anos de congelamento nas gestões anteriores, houve aumento médio de 55% do valor por aluno. As parcerias com a agricultura familiar, via Programa de Aquisição de Alimentos, garantem produtos saudáveis, orgânicos e refeições mais nutritivas para os estudantes. 

05.09.2026 - O Brasil pronto pra mais em São José do Rio Preto

REDUFLAÇÃO – Outro dado importante. Foi na gestão anterior que a dúzia de ovos passou a ter dez. Que os pacotes de bombons ficaram menores. Que o saquinho de biscoito passou a ter menos unidades. A chamada reduflação, citada pelos adversários em programa de televisão sem indicar o verdadeiro DNA, a paternidade. Na gestão anterior inclusive, foi editada uma portaria, no dia 29 de setembro de 2021, para obrigar fabricantes a informarem os consumidores que estavam reduzindo o tamanho das embalagens. 

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