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Desfile de sete de setembro
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Notícias • Setembro de 2026 • 4 min de leitura

Da vacina ao Pix, Lula defende um Brasil dono do próprio destino

Presidente reúne avanços em saúde, educação, combate à fome, tecnologia, minerais estratégicos, indústria e segurança para defender soberania do país

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Soberania pode parecer uma palavra reservada à diplomacia, às fronteiras ou às relações entre países. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela também está na vacina produzida no Brasil, na comida que chega à mesa, no Pix usado todos os dias, na tecnologia desenvolvida aqui e na riqueza mineral que gera emprego dentro do país.

Em publicação nas redes sociais neste domingo (07/09), Lula reuniu ações de diferentes áreas do governo para defender a ideia de que um país soberano precisa ter capacidade de cuidar de sua população, proteger suas riquezas e decidir os próprios caminhos.“O Brasil escolheu ser soberano”, afirmou.

Na saúde, Lula destacou os investimentos na produção nacional de vacinas, medicamentos e insumos, além do fortalecimento do SUS, do Mais Médicos e do Farmácia Popular. Citou ainda os avanços no tratamento e controle do câncer e a aquisição de equipamentos de radioterapia para todos os estados.

Na educação, apontou a criação de novos campi de institutos e universidades como parte da formação da inteligência e da tecnologia nacionais. Também mencionou o fortalecimento da educação básica, a formação de professores e as políticas para garantir que estudantes permaneçam na escola. “A educação é o caminho para transformar”, escreveu.

Soberania também é ter comida na mesa. O combate à fome aparece como outra dimensão dessa independência. Lula lembrou a retomada das políticas sociais, a nova saída do Brasil do Mapa da Fome e a queda da insegurança alimentar grave ao menor patamar já registrado. “Povo faminto não exerce soberania”, resumiu.

A mesma lógica foi levada às riquezas estratégicas do país. Nas terras raras e nos minerais críticos, Lula defendeu que o Brasil avance para além da simples retirada e venda dos recursos naturais. Pesquisa, extração, produção e manufatura devem ocorrer no país, agregando valor e criando empregos. “Não seremos meros exportadores de matéria-prima”, afirmou.

Na tecnologia, o presidente defendeu modelos de inteligência artificial conectados à cultura brasileira e infraestrutura nacional para armazenar os dados da população, reduzindo a dependência das grandes empresas estrangeiras de tecnologia. O Pix também entrou nessa lista. Lula classificou a infraestrutura financeira digital brasileira como uma conquista estratégica e “não negociável” diante de pressões e tarifas internacionais.

PRODUZIR AQUI, DECIDIR AQUI – No comércio exterior, Lula lembrou a reação brasileira a tarifas consideradas injustificáveis, com negociação, apoio às empresas e proteção de empregos. Destacou ainda a abertura de mais de 670 mercados, em mais de 90 destinos, para produtos brasileiros e os recordes alcançados pelas exportações.

A produção nacional também entrou na lista. Lula citou os investimentos em submarinos e a fabricação de caças com transferência de tecnologia, além da retomada da produção de fertilizantes e da recuperação de refinarias. O objetivo, segundo ele, é gerar empregos no Brasil e reduzir a vulnerabilidade do país às importações em períodos de guerras e instabilidade internacional.

Na segurança pública, mencionou o endurecimento da legislação contra facções, as apreensões de patrimônio e recursos das cúpulas do crime organizado, o enfrentamento ao feminicídio e a PEC da Segurança, que busca ampliar a capacidade de atuação da União no apoio aos estados e municípios.

Já na área ambiental, destacou a retomada das políticas de fiscalização e controle, a redução do desmatamento e a recuperação de mecanismos de financiamento para a preservação, entre eles o Fundo Amazônia.

Quando reuniu temas tão diferentes sob a mesma ideia, Lula marcou o contraste político. Segundo o presidente, há quem se apresente como patriota, mas atue em favor de interesses estrangeiros. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém. O Brasil é dos brasileiros”, concluiu.

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