O Brasil não se entrega! O Brasil é do povo brasileiro
Quinto programa eleitoral enfatiza a soberania, e mostra como defesa, indústria e tecnologia ajudam o Brasil a proteger seus interesses e decidir o próprio futuro
O Brasil abre os braços para o mundo, mas mantém nas próprias mãos as decisões sobre seu futuro. Foi assim que Lula falou de soberania no quinto programa eleitoral da campanha, ao colocar a independência do país no centro da escolha dos brasileiros e deixar a mensagem clara de que este país tem dono, e o dono é o povo.
O programa mostra Lula como o presidente de “um Brasil independente e soberano”, que mantém o diálogo com o mundo, mas “não baixa a cabeça para ninguém”. “Como que uma pessoa é a favor do tarifaço contra o próprio país?”, questionou.
Para o presidente, soberania é a capacidade de um país caminhar com as próprias pernas. E o Brasil tem alimento, riquezas minerais e uma estrutura produtiva que, segundo Lula, produz 99% de tudo o que o país precisa. “A soberania significa a gente defender que ninguém vai tentar tomar de nós isso, que ninguém vai tentar interferir nas nossas decisões.”
SOBERANIA VIRA EMPREGO- Para o presidente, proteger o país é também investir em indústria, tecnologia e trabalho qualificado. Com mais de 16 mil quilômetros de fronteiras terrestres e 8 mil quilômetros de litoral, o Brasil tem mais de R$ 112 bilhões em investimentos como parte do maior projeto de defesa nacional de sua história.
A propaganda destacou a retomada da indústria nacional de drones, novos submarinos e fragatas, caças Gripen em operação e 420 novos blindados. A meta é chegar a 2030 com o Brasil equipado com sistemas de defesa entre os melhores do mundo.
E cada investimento é oportunidade em tecnologia, inovação, engenharia e ciência, com empregos mais qualificados e melhores salários, além do movimento gerado no comércio e nos serviços. Do grande empreendedor a quem fornece a quentinha, a riqueza circula.
FICA COM O BRASIL – Ao tratar de ativos estratégicos e do papel do Estado, o programa lembrou a privatização da BR Distribuidora e de refinarias no governo Bolsonaro e destacou a Petrobras e a atuação da Polícia Federal contra facções e esquemas criminosos no mercado de combustíveis.
Até o Pix virou símbolo da ideia de independência. Diante das pressões externas citadas na propaganda, Lula foi direto ao garantir que “o Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar assim”.
No fim, o programa transformou soberania em uma pergunta ao eleitor: “Que Brasil você quer? Um país que se apequena para outros países? Ou um Brasil que se levanta para defender a nação?” E deu uma resposta musicada dizendo que “o que é nosso não vai de bandeja, não. O Brasil não se entrega, não. Esse chão tem dono e o dono é o povo.”