Desemprego cai a 5,3% em julho, menor índice da história para o período
Número de brasileiros ocupados chegou a 103,3 milhões, o maior já registrado pelo IBGE
O Brasil chega ao segundo semestre de 2026 com mais gente trabalhando e menos gente procurando emprego. A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Ao mesmo tempo, o país alcançou a marca inédita de 103,3 milhões de pessoas ocupadas.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira (27/08), mostram que a queda do desemprego vem acompanhada de expansão do mercado de trabalho. Na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, a população desocupada recuou 8%. Na prática, são 503 mil pessoas a menos procurando trabalho em apenas três meses.
“Menor desemprego para o trimestre encerrado em julho na série histórica. Maior número de pessoas ocupadas já registrado (103,3 milhões). O Brasil está pronto para mais!”, afirmou o presidente Lula em seu perfil oficial na rede social X.
Os dados mostram um retrato da força do mercado de trabalho brasileiro:
- Recorde de pessoas trabalhando: A população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior número já registrado na história.
- Mais de meio milhão de novos empregados: A população desempregada caiu 8% na comparação com o trimestre anterior (fevereiro a abril). Isso significa que mais de 500 mil pessoas saíram do desemprego e conseguiram um trabalho.
- Carteira assinada em alta: O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,4 milhões, alcançando também o maior patamar histórico da série.
O contingente de brasileiros ocupados cresceu em cerca de 1 milhão de pessoas no mesmo intervalo e chegou a 103,3 milhões, o maior número de toda a série histórica. Em relação ao mesmo período do ano passado, são 899 mil pessoas a mais trabalhando.
Os números também mostram avanço no emprego formal. O país chegou a 39,4 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado, outro recorde da série histórica iniciada em 2012. Considerando trabalhadores com e sem carteira, o número de empregados no setor privado alcançou 53,2 milhões, também o maior já registrado.
O resultado de julho ganha ainda mais dimensão quando comparado a toda a trajetória da Pnad Contínua. Os 5,3% registrados agora são a terceira menor taxa de desemprego já medida pela pesquisa. As duas únicas marcas inferiores também foram alcançadas durante o terceiro mandato do presidente Lula: 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025 e 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, período tradicionalmente impulsionado pelas contratações de fim de ano.
A diferença é que, desta vez, o resultado ocorre em pleno mês de julho. Para os trimestres encerrados nesse mês, nunca houve desemprego tão baixo desde o início da série histórica. O movimento dá sequência aos resultados registrados pelo mercado de trabalho nos últimos anos. Em 2025, a taxa média anual de desemprego já havia caído para 5,6%, a menor da série histórica, enquanto a população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas. Agora, em 2026, o contingente de trabalhadores voltou a avançar e estabeleceu um novo recorde.
A redução da desocupação também vem acompanhada de melhora em outros indicadores. A taxa de subutilização da força de trabalho caiu para 13%, ante 13,8% no trimestre anterior, enquanto o rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.762, com crescimento de 3,3% em um ano.
Os novos dados demonstram trajetória que o presidente Lula tem destacado ao tratar da recuperação do mercado de trabalho. Crescimento econômico com geração de oportunidades, aumento da renda e mais dinheiro circulando na economia. Em agosto, durante a apresentação dos dados da Rais, Lula lembrou que o país acumulou 10,1 milhões de novos vínculos formais desde o início do atual mandato
INFLAÇÃO EM BAIXA – Ontem, o IBGE divulgou os dados de inflação, que também indicam um caminho virtuoso. O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, caiu 0,4% no mês. Foi a maior queda do índice em quatro anos, desde agosto de 2022. Em julho, o IPCA-15 já tinha vindo quase zerado, em 0,06%. Na prática, isso significa que a média dos preços pesquisados ficaram mais baratos em agosto. A queda foi puxada principalmente pela conta de luz, pelos alimentos em casa e pelos combustíveis, itens que têm impacto direto no orçamento das famílias.