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Desenvolvimento Social • Setembro de 2026 • 4 min de leitura

Futuro com educação é estímulo para juventude de Ceilândia (DF) votar em Lula

Em ato de campanha do presidente nesta quarta-feira (16), público beneficiário explica transformação de vida com programas como o Pé-de-Meia e ProUNI

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O futuro está logo ali no dia 4 de outubro, quando os eleitores escolherão o que querem para o país. Não são apenas os próximos quatro anos, é a escolha por um projeto de nação. É a escolha para uma vida. Bianca Balduíno, 15 anos, lamenta ainda não poder votar, apesar de ter uma decisão clara: “Eu gosto de todas as propostas dele”. 

A afirmação foi feita olhando para o palco que receberia, nesta quarta-feira (16/09), o ato de campanha do presidente Lula, em Ceilândia (DF). Mesma cidade que Bianca carrega com orgulho o nome bordado no boné. Estudante do primeiro ano do ensino médio, ela é beneficiária do Pé-de-Meia e projeta o futuro. “Eu pretendo fazer enfermagem, fazer o PAS (Programa de Avaliação Seriado) e passar na UnB (Universidade de Brasília)”.

O Pé-de-Meia promoveu uma queda de 61% na distorção idade-série no último ano do ensino médio público (de 2022 para 2025). Também diminuiu em 43% a evasão escolar. Nos próximos 4 anos, Lula vai universalizar o Pé-de-Meia para todos os alunos da rede pública. O programa já beneficiou 7,2 milhões de estudantes, em um investimento de R$ 21 bilhões.

“Por isso, eu criei o Pé-de-Meia, para não deixar meninas e meninos abandonarem a escola, porque precisava ganhar um dinheirinho. Por isso, eu criei uma bolsa de estudo para garantir que os alunos do Enem que tiveram as melhores notas ganhem uma bolsa para ser professor”, explicou Lula, quase em diálogo com Bianca e a mãe Luciana, que é professora.

Luciana e a filha Bianca.

“Eu sou cria de vários projetos do Lula. Eu sou da época do Pronatec, com a Dilma. Eu fiz o curso de gestão em saúde pelo Pronatec, ganhei a bolsa do ProUni e fiz jornalismo. Também fiz curso de espanhol pelo IFB (Instituto Federal de Brasília)”, recordou Luciana, que atualmente faz pós-graduação, curso técnico e dá aula no Instituto Federal de Ceilândia.

Os Institutos Federais que fazem parte da trajetória de Luciana, foram lembrados por Lula: “Aqui no DF, tem dois institutos federais, todos feitos por nós, nenhum feito por eles (direita)”. O presidente ainda citou as duas universidades, já aprovadas, que terão início no seu próximo mandato. “E agora, a gente ousou, eu estou criando a universidade indígena, com professor e estudante indígena. Eu estou criando a universidade do esporte, para que a gente possa ensinar tudo, já que nós somos um país do futebol, do vôlei, do basquete, do futsal, da luta livre, do boxe, nós somos de tudo”, destacou.

Se hoje, Luciana conquistou emprego e renda, há algum tempo necessitou de proteção social em um momento de maior dificuldade. “Eu já recebi Bolsa Família, também recorri ao Programa Dignidade Menstrual, porque eu fiquei quase dois anos desempregada e tive isenção em algumas provas de concurso. Às vezes a gente passa por situações que não imagina, e com certeza, são instrumentos que auxiliam a gente”, recordou. 

Na mesma plateia, Maria Izabel Dias, 19 anos, cursava o segundo ano do ensino médio quando o Pé-de-Meia foi criado. Beneficiária do programa em 2024 e 2025, ela conta que o dinheiro a ajudou a comprar apostilas para se preparar para o Enem. Atualmente, ela cursa terapia ocupacional na UnB. “Ajudou a estimular os estudos, a comprar material extra”, revelou. 

Em breve, ela estará frente a frente com a urna eletrônica pela primeira vez. Diante do futuro, ela revela o desejo de “fazer tudo que tiver oportunidade”. Para isso, ao se sentir “fazendo parte, finalmente” ela pede frente a frente com o palco onde estará em breve o seu candidato: “Faça realmente o que quer cumprir, que tem todo o apoio das pessoas”.

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