Gás do Povo: fim da lenha e número de beneficiários triplicado
O programa atingiu a meta de atender 15 milhões de famílias com acesso gratuito ao gás de cozinha. A medida democratiza o acesso ao mesmo tempo que evita doenças respiratórias e acidentes domésticos.
O Programa Gás do Povo atingiu em 2026 a meta de atender 15 milhões de famílias, cerca de 45 milhões de pessoas, com acesso gratuito ao gás de cozinha. A política assegura a recarga do botijão de 13 kg diretamente nas revendas credenciadas. A medida democratiza o acesso ao mesmo tempo que evita doenças respiratórias e acidentes domésticos causados pelo uso de alternativas insalubres de cozimento, como lenha, carvão e querosene. O Governo Federal já investiu R$ 3,28 bilhões entre janeiro e julho de 2026 em vales para as famílias beneficiárias.
O vale é ofertado sempre no dia 10 de cada mês. A periodicidade de acesso ao benefício varia conforme a composição familiar registrada no Cadastro Único. Domicílios com dois ou três integrantes recebem um a cada três meses. Famílias com quatro ou mais integrantes têm direito a um vale a cada dois meses.
São cerca de 13,8 milhões de mulheres Responsáveis Familiares beneficiadas pela política pública, o que corresponde a mais de 93% dos domicílios. Com a ampliação contínua e a articulação entre Governo Federal, distribuidoras e revendedoras credenciadas, o programa está presente em todo o território nacional.
O Gás do Povo triplicou o número de famílias atendidas em relação ao antigo Auxílio Gás, e prevê a substituição definitiva do repasse financeiro pela recarga do botijão para fortalecer a efetividade da política e a garantia do acesso ao insumo.
QUEM TEM DIREITO – Para ser elegível, a família deve ser beneficiária do Bolsa Família, ter renda per capita de até meio salário mínimo e manter o Cadastro Único atualizado. Além disso, é essencial que o CPF do Responsável Familiar esteja regular, e que o cadastro não tenha pendências.
FIM DA LENHA – Antes do programa, o custo da recarga e a complexidade de sua distribuição em áreas mais afastadas impediam que muitas residências tivessem acesso à energia limpa e segura. Com isso, a realidade para muitos era o uso de alternativas precárias, como lenha, carvão e querosene. Essas opções expunham mulheres e crianças, principalmente, a ambientes insalubres, marcados por fumaça tóxica e potencial de desenvolver doenças respiratórias, além do perigo de queimaduras. É esse um dos cenários que a política pretende extinguir.
Além da distribuição, a iniciativa conta com o Programa Nacional de Acesso ao Cozimento Limpo, que organiza e amplia as ações de combate à pobreza energética no país. O modelo integra a gratuidade do botijão com outras modalidades de cocção limpa, usando fontes diversificadas de financiamento, mecanismos de monitoramento e governança reforçados, incluindo comitê gestor permanente e publicação periódica de relatórios.