29 de setembro de 2018

Em ato de campanha realizado neste sábado (29/09), em Manaus, Fernando Haddad, candidato de Lula e do PT à presidência da República, afirmou que “vamos produzir aqui o futuro. O futuro vai ser produzido em Manaus”.

Haddad e Ana Estela no ato em Manaus (Foto: Cláudio Kbene)

O ato aconteceu na Praça São Sebastião, ao lado do histórico Teatro Amazonas, e Haddad esteve acompanhado de sua esposa, Ana Estela, da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e de outras importantes lideranças do estado. Em diálogo com o movimento #EleNão que se espalhou pelo Brasil nesse fim de semana, o candidato afirmou a importância de votar em candidatas para o Congresso Nacional, e destacou que as mulheres estão sub-representadas na Câmara e no Senado.

Confira aqui o álbum de fotos com Haddad em Manaus

O presidenciável explicou que, se eleito, vai trabalhar para “trazer uma maior produção de lâmpadas LED e maior produção de painéis solares” para a Zona Franca de Manaus, voltados para a captação da energia do sol e de sua transformação.

Haddad, o candidato de Lula, em Manaus, coração da Amazônia, com a senadora Vanessa Graziotin

Publicado por Fernando Haddad em Sábado, 29 de setembro de 2018

Haddad defendeu a importância de se “combinar as matrizes energéticas”, e afirmou que o Brasil é exemplo mundial na produção de energia eólica e solar. “Temos que saber aproveitar o potencial, que é enorme”.

Em relação à Zona Franca de Manaus, Haddad ressaltou que os governos do PT prorrogaram por 60 anos os benefícios tributários à região, mas que é preciso fazer mais: “Nós vamos trazer fábricas para cá”, para gerar mais empregos na área industrial. “Nós temos condições de produzir o futuro aqui na Zona Franca de Manaus e atrair novas indústrias para cá, mais modernas, na fronteira do conhecimento”, destacou.

Na avaliação do candidato do PT à presidência da República, o incentivo dado atualmente à Zona Franca não é suficiente. “Vamos estimular o investimento estrangeiro e nacional aqui em Manaus”, destacou. Ele antecipou que a energia será uma das principais áreas em que isso será feito.

Educação e Lula
Haddad também dividiu com os presentes algumas memória de quando assumiu o ministério da Educação. “O presidente Lula me dizia que ‘você, como ministro da Educação, tem que conhecer todo o interior do Brasil'”. O candidato ressaltou que o interior do Amazonas é uma das regiões menos conhecidas pelos políticos.

“Nós levamos universidades e institutos federais para Benjamin Constant, Coari, Parintins, para diversas cidades importantes do interior do Amazonas”. Com Lula e com Dilma, a Universidade Federal do Amazonas ganhou cinco novos campi. Além das três  cidades citadas por Haddad, Humaitá e Itacoatiara também foram beneficiadas.

Sobre esse tema, ele destacou: “Tenho muito orgulho de ter inaugurado essas escolas técnicas e universidades federais no interior do Amazonas”. E acrescentou que, quando “você fortalece o interior, você beneficia indiretamente a capital”, ao distribuir melhor as oportunidades, sobretudo para as juventudes.

Na leitura de Haddad, “a Região Norte nunca foi tão valorizada quanto nos governos do Lula“. Ele também se lembrou dos investimentos realizados no Norte e no país em geral nos oito anos de Lula na presidência: “foram oito anos gerando emprego, escolas, universidades. Só Prouni, quantas bolsas de estudo deu aqui?”.

Haddad falou também do FIES, e lembrou que, antes desse programa, era preciso ter fiador para ter financiamento estudantil. “Nós acabamos com isso. O filho do trabalhador vai conseguir fiador onde?”.

Haddad abordou ainda a importância de se priorizar os cuidados ao meio ambiente na região e lembrou que, na região amazônica, “cuidar do meio ambiente é cuidar do saneamento também”. Nesse sentido, é fundamental “investir em saneamento básico para não poluir essa reserva de biodiversidade que é o rio Amazonas e os seus afluentes”.

Ao recordar os investimentos do governo Lula na região, o presidenciável petista destacou que, embora a bacia hidrográfica do rio Amazonas seja uma das maiores reservas de água doce do mundo, “se não fosse a adutora que o Lula entregou”, poderia ter “faltado água potável na região Norte”.

O candidato do PT dividiu com o público que ser professor é “a coisa que eu mais amo na vida. Sou professor, minha companheira é professora e nós temos muito orgulho de sermos professores e de viver do nosso salário”. Haddad falou da relação dele com Ana Estela: “temos uma parceria. Lá em casa é trabalho fora e trabalho dentro, com igualdade”.

Indígenas e mulheres
Dirigindo-se a representantes indígenas presentes no ato, Haddad destacou que esses povos foram valorizados quando Lula esteve na presidência e que isso continuará em seu governo. O candidato de Lula à presidência afirmou que, hoje, “tem vaga carimbada nas universidades para os indígenas”. Haddad pediu aos representantes que entregassem a sua pauta de reivindicações para os integrantes da campanha, e destacou que não pretendem “deixar ninguém para trás”.

O presidenciável do PT aproveitou para lembrar que “quem falou que não vai demarcar terra é o Bolsonaro, não somos nós. O que é direito é direito e nós vamos consagrar”.

Haddad, o candidato de Lula, em Manaus, coração da Amazônia, com a senadora Vanessa Graziotin

Publicado por Fernando Haddad em Sábado, 29 de setembro de 2018

Ao final de sua fala, Haddad lembrou que falta apenas uma semana para as eleições, e que agora “não adianta conversar com quem já vai votar na gente”. O petista combinou com as pessoas presentes no ato para que busquem conversar “com quem está na dúvida ou com quem está mal informado. Não adianta deixar a pessoa com o juízo errado”.

Para ele, se a gente “dedicar uma hora por dia para conversar com o colega vizinho, com o colega de trabalho, com o parente”, a gente consegue mudar a realidade do país. “O Brasil pode voltar a ser feliz”, destacou Haddad, lembrando que “o Brasil viveu 12 anos de felicidade”.

Haddad lamentou que “bastou o Aécio não reconhecer a derrota [para Dilma na eleição presidencial] que a bagunça começou” e que o “Bolsonaro quer fazer a mesma coisa que o Aécio. Não quer reconhecer a derrota”, se ela acontecer.

O petista então brincou com o mote do adversário e disse que “é melhor ele já ir se acostumando com a derrota”. Haddad concluiu sua fala destacando que “vamos pro segundo turno e ele vai aprender a respeitar as mulheres, os negros e os indígenas”.