Liberdade religiosa sempre foi uma marca dos governos do PT

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Na última semana, uma notícia falsa divulgada por redes bolsonaristas afirmava que, se Lula vencer as eleições de 2022, haveria uma mudança na Bíblia e, entre outras coisas, o nome de Jesus seria retirado do texto. Além de se tratar de uma mentira absurda, essa divulgação tenta colocar a população evangélica contra Lula, que sempre apoiou os religiosos.

No próximo sábado, por exemplo, se comemora o Dia Nacional da Marcha Para Jesus. A marcha nacional foi marcada para julho, mas a data, uma das várias medidas em prol da liberdade religiosa, foi instituída por uma lei assinada em setembro de 2009 pelo próprio ex-presidente. O Dia Nacional do Evangélico, celebrado todo dia 30 de novembro, também foi criado por um projeto promulgado por Lula, em 2010.

Logo no seu primeiro ano de governo, em dezembro de 2003, ele já havia sancionado a lei que permitiu que as igrejas e associações religiosas pudessem ter personalidade jurídica, deixando de ser classificadas como entidades de classe, categoria que engloba, entre outros, os clubes de futebol. Dessa forma, cada igreja recebeu a prerrogativa de formular seu próprio estatuto.

Em entrevista recente, o ex-presidente reafirmou que a liberdade religiosa é parte da sua vida e da sua plataforma política, e que decisões de um eventual governo serão tomadas com o objetivo de melhorar o Brasil para todos, não fomentar mais divisões.

“Eu quero que este país volte a ficar bem. Eu quero que as pessoas voltem a ser felizes, que as mulheres vivam com muita tranquilidade e os homens também. Não posso dividir o país entre religioso, evangélico, não. Não vou misturar religião com política. Cada um segue a profissão que quer, cada um segue a religião que desejar e o governante não tem que se meter nisso”, afirmou Lula.

Populações evangélicas cresceram nos governos do PT

Os números mostram que o público evangélico cresceu 129% durante os governos do PT, entre 2003 e 2016, segundo dados do IBGE e do Instituto Datafolha, Em 2003, quando Lula assumiu a presidência, havia cerca de 26,2 milhões de evangélicos no Brasil, de acordo com o IBGE. Esse total subiu para aproximadamente 60 milhões em 2016, segundo estimativa do Datafolha.

Além da liberdade religiosa defendida pelas administrações petistas, a prosperidade econômica e as políticas sociais ajudaram a aumentar esse contingente de uma maneira nunca vista.

Já no governo atual, esse número cresceu, proporcionalmente, muito menos: apenas 6% entre 2019 e 2021, de 61 para 65 milhões, segundo o Datafolha. Essa tendência se deve principalmente a grupos que fortaleceram o discurso de ódio usando motivos religiosos para interferir na política, que causou rachas nas bases de diversas denominações. Muitas pessoas relatam que saíram de suas igrejas por sofrerem perseguições ou por não concordarem com o uso político da fé.