O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (5) a aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional para viabilizar a criação de um modelo integrado de segurança pública. Durante participação nos podcasts Meteoro Brasil e Três Elementos, Lula comparou a proposta ao Sistema Único de Saúde (SUS) e afirmou que o objetivo é ampliar a capacidade do Estado de enfrentar a violência e recuperar os territórios dominados pelo crime.
“Estou esperando que o Congresso Nacional aprove a PEC da Segurança Pública para que a gente possa apresentar ao Brasil um programa chamado SUSP, um programa que nem o SUS para a segurança pública”, afirmou.
A proposta, explicou o presidente, permite uma atuação que vá além do enfrentamento direto à criminalidade. “Para que a gente possa interferir na violência, na periferia, recuperar o território e a sociedade possa viver dignamente”, disse.
Lula defendeu que o enfrentamento ao crime organizado alcance as estruturas que financiam e sustentam as atividades criminosas, como o Governo Federal fez em operações como a Carbono Oculto, que desarticulou um grande esquema de infiltração do crime organizado que envolvia postos de gasolina e bancos digitais.
Como essa, as ações integradas de combate ao crime organizado do governo federal resultaram num rombo de R$ 9,5 bilhões só em 2025, valor recorde que inclui apreensões de dinheiro vivo, imóveis, aeronaves, veículos e jóias.
“É o combate ao crime no andar de cima, que são os engravatados que moram no apartamento de cobertura, que moram em mansões. Nem sempre a polícia vai lá. Para vencer o crime, nós precisamos vencer esses de cima, porque são esses que fazem a irrigação da droga, do dinheiro ilícito junto ao pessoal mais pobre”, disse o presidente.
Lula criticou a atuação de grupos criminosos que exercem controle sobre territórios e interferem diretamente na rotina da população. “Não podemos permitir que um bandido qualquer possa tomar conta de uma vila, um bairro. Precisamos acabar com isso”, declarou.


