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Lula em ato em Brasília
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Notícias • Setembro de 2026 • 4 min de leitura

Lula: “Esse país não comporta político vira-lata”

Em ato em Brasília, presidente critica possibilidade de interferência estrangeira nas eleições e defende que o Brasil agregue valor aos próprios recursos para alcançar um novo patamar de desenvolvimento

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Em ato de campanha em Ceilândia (DF) nesta quarta-feira (16), o presidente Lula defendeu a soberania brasileira e afirmou que o país não pode aceitar políticos que recorram a governos estrangeiros para interferir nas eleições e nos assuntos nacionais. Ao criticar a atuação de adversários junto aos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil não comporta “político vira-lata” e que o país não quer ser colônia de ninguém.

“Esse país não comporta político vira-lata, não comporta político que de dia mostra a bandeira nacional e de noite vai ficar de quatro para os Estados Unidos, para a bandeira americana. Esse país não comporta isso, porque o Brasil não quer ser colônia de ninguém. O Brasil quer ser soberano, dirigido por brasileiros, e construir o futuro com o suor e o sangue dos brasileiros”, declarou.

Lula estava diante de uma multidão na Praça do Trabalhador e ao lado dos integrantes da chapa majoritária da coligação progressista para o Distrito Federal, com Erika Kokay e Leila do Vôlei (candidatas ao Senado), e Leandro Grass (disputa o governo da capital).

A defesa da soberania, segundo o presidente, também passa pela capacidade de o Brasil controlar seus recursos estratégicos, desenvolver tecnologia e agregar valor ao que produz. Nesta quarta, o presidente sancionou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que cria mecanismos para estimular a pesquisa, o beneficiamento e a transformação desses recursos em território nacional. A política prevê incentivos fiscais, financiamento e exigências de investimentos em pesquisa e inovação, e parcerias com países estrangeiros, mas sem perder a soberania sobre os recursos.

“A gente não vai exportar nossas terras raras, a gente vai exportar produto trabalhado, fabricado e processado no Brasil, porque a gente não quer ser mais exportador de commodities, a gente quer ser exportador de inteligência e de conhecimento”, disse o presidente. Lula também relacionou soberania à preparação do país para uma nova economia. Ao citar a expansão da inteligência artificial e a transformação tecnológica, defendeu que universidades, institutos e a juventude brasileira estejam preparados para dominar essas ferramentas e reduzir a dependência tecnológica de outros países.

“Nós vamos ensinar esse país, a juventude vai ter que aprender a trabalhar com inteligência artificial, para a gente não ficar dependendo nem de chinês, nem de americano. Nós vamos depender de meninas e meninos desse país. A gente vai provar que não existe ninguém melhor do que nós, que no máximo o que aceitamos é que eles sejam iguais, porque nós vamos nos preparar”. Nesta semana, Lula também sancionou a lei do Redata, que prevê incentivos para a instalação de Data Centers no país, com contrapartidas de uso sustentável da energia, mas gerando empregos qualificados e renda em nosso território.

ONU – O presidente antecipou que estará na próxima semana na Assembleia Geral das Nações Unidas e reiterou que levará ao encontro a defesa da soberania brasileira. “Domingo às 10h eu pego o avião e vou para a reunião da ONU, para ter um bate-papo com o Trump (Donald Trump, presidente dos EUA) e dizer para que não se meta nas eleições do Brasil. O Brasil só tem um dono: o povo brasileiro”.

FUTURO – Ao final do discurso, Lula disse que a escolha nas urnas definirá os rumos do país e o futuro das famílias brasileiras. O presidente fez um apelo e pediu que os eleitores façam essa decisão pensando no Brasil que querem construir. “Quando vocês forem votar, pense em vocês, na família de vocês, no filho de vocês e votem protegendo eles. Se vocês votarem protegendo eles, não acreditando em fake news, em mentira, certamente vocês vão fazer o Brasil continuar no rumo do crescimento, da geração de emprego e da melhoria da qualidade de vida das pessoas”, disse.

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