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A imagem mostra diversos containers no Porto de Santos, em São Paulo
Fotógrafo: Divulgação/Porto de Santos

Economia • Setembro de 2026 • 3 min de leitura

Lula exalta ampliação de mercados internacionais: 678 em 93 destinos

Presidente falou à Rádio Progresso sobre a estratégia brasileira de diversificar parcerias para evitar que taxações unilaterais, como a dos Estados Unidos, tenham maiores efeitos no país

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Em entrevista à Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), o presidente Lula afirmou que o Brasil não fica dependente de um único parceiro comercial e que, diante das restrições unilaterais impostas pelos Estados Unidos, negocia com diversos outros países interessados em comprar produtos brasileiros. 

“Essa taxação do Trump fez com que nossa relação comercial caísse. Nós crescemos em 17 países, todos os que visitei a gente cresceu acima de 10% no comércio. Então, se os Estados Unidos não quiserem comprar da gente, você acha que vou ficar chorando? Não. Vou procurar quem quer comprar”. 

A diversificação já se traduz em novos mercados para produtos nacionais. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, o Brasil abriu 678 novos mercados em 93 destinos, em diferentes cadeias produtivas. Entre os principais resultados estão 48 novos mercados para material genético de bovinos e bubalinos. 

A ampliação dos destinos ocorre em um momento de desempenho recorde das exportações. Em agosto, as vendas externas somaram US$ 33,16 bilhões, o maior valor já registrado para o mês, com alta de 12,2% em relação a agosto de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.

A balança comercial também registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, valor 23,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Petróleo, soja, cobre e café estiveram entre os produtos que contribuíram para o resultado. 

RELAÇÕES COMERCIAIS – Para Lula, a ampliação das relações comerciais fortalece a posição do Brasil entre parceiros internacionais e reduz a dependência de mercados específicos. O presidente afirmou que mantém o diálogo com o governo norte-americano, mas que o país seguirá defendendo seus interesses. 

“Nós precisamos ser muito respeitados. A minha relação com o Trump é boa”, disse. Desde o início do processo de taxações, o Brasil teve dezenas de reuniões de negociação, envolveu técnicos, ministros, o próprio presidente, acionou a Organização Mundial de Comércio e criou o programa Brasil Soberano, para dar suporte a empresas brasileiras que tiveram prejuízos com as tarifas. 

 “Se tem um brasileiro que pode ter orgulho de dizer que é abençoado por Deus, sou eu, porque me dou muito bem com o Trump, com o Xi Jinping (presidente da China), com o Macron (Emmanuel Macron, presidente da França), com o primeiro-ministro do Reino Unido, com o Putin (Vladimir Putin, presidente da Rússia). Eu não tenho adversário”, declarou. 

Ao comentar a relação com o presidente norte-americano, Lula disse que não busca um conflito entre os dois países, mas contestar, tecnicamente, por meio do diálogo e dos fatos, o que considera uma narrativa equivocada. Diferentemente de inúmeros países no mundo, os Estados Unidos têm uma relação de superávit com o Brasil. “Eu falo pra ele: eu não quero guerra com você, eu quero provar que você não está sendo verdadeiro com o Brasil”, declarou. 

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