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Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Internacional • Setembro de 2026 • 3 min de leitura

Lula reforça tom de soberania contra “traidores da pátria”

Em ato de campanha no Piauí, presidente critica candidaturas que exaltam potências estrangeiras e rechaça interferência externa no pleito brasileiro

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O que está em jogo nessas eleições é a preservação da democracia, o respeito ao povo brasileiro e a capacidade de o país decidir seu próprio futuro. A soberania. A capacidade de decidir o próprio destino, sem entreguismo a potências estrangeiras. Durante ato de campanha em Teresina (PI) nesta quarta-feira (9), o presidente Lula afirmou que a disputa eleitoral deste ano definirá se o Brasil continuará avançando em conquistas sociais e econômicas ou se irá retroceder. Defendeu a independência nacional diante de qualquer tentativa de interferência estrangeira. “O que está em jogo este ano é se vai ter democracia ou não, se o povo brasileiro vai ser respeitado ou não, se a gente vai continuar avançando ou vai retroceder”, afirmou.

Ao defender a continuidade dos avanços, Lula ressaltou que a construção de um país é um processo de longo prazo, enquanto a destruição do que foi conquistado pode acontecer rapidamente. “Porque vocês sabem que destruir é muito mais fácil do que construir. Para construir uma obra grande leva décadas, para destruir leva um minuto”, disse.

Ao longo do mandato, o presidente retomou uma diplomacia altiva e ativa, colocou o país no centro do mapa geopolítico internacional e ajudou o Brasil a abrir mais de 650 mercados em mais de 90 destinos para produtos nacionais. As exportações bateram recorde, mesmo diante de uma conjuntura de tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos.

SOBERANIA NACIONAL – Lula criticou as prioridades dos adversários, que invariavelmente realizam eventos salpicados de bandeiras estrangeiras, com um falso patriotismo e atitudes entreguistas e desconectadas dos interesses nacionais. “São traidores da pátria, que não têm compromisso com esse país”, frisou. 

A disputa política, segundo Lula, também tem sido marcada pela disseminação de mentiras e fake news, em vez da apresentação de propostas capazes de apontar caminhos para o desenvolvimento do país. Ao criticar o conteúdo que circula nas redes sociais, o presidente afirmou que seus adversários recorrem diariamente à desinformação porque não têm o que propor.

Lula em ato de campanha, em Teresina (PI). Foto: Ricardo Stuckert

SEM INTERFERÊNCIA – O presidente defendeu ainda que o processo eleitoral brasileiro não sofra influência de outros países e afirmou que o Brasil tem condições de enfrentar qualquer tentativa de interferência. “Nós queremos provar que o brasileiro não deve nada a ninguém. Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. E, se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los”. Lula afirmou ainda que caráter e dignidade não são valores que possam ser comprados, mas princípios. “Nós temos que dizer para eles que caráter e dignidade a gente não compra em shopping, em aeroporto. A gente traz da barriga da mãe da gente. E isso nós temos de sobra para ensinar a qualquer país que queira se meter no nosso processo eleitoral”. 

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