Alistamento voluntário leva 1,5 mil mulheres às Forças Armadas
Pela primeira vez, as jovens de 18 anos puderam entrar no Exército, Marinha e Aeronáutica como recrutas
Foi durante o Governo Lula que as mulheres passaram a ter o direito de seguir a carreira militar por meio do alistamento voluntário. Isso mudou a história das Forças Armadas brasileiras, permitindo pela primeira vez que jovens de 18 anos entrassem como recrutas para atuar na base operacional.
A regra começou a valer em 2025. Ao todo, 33,7 mil mulheres se alistaram voluntariamente para um total de 1.467 vagas – 1.100 vagas no Exército, 300 na Aeronáutica e 157 na Marinha.
Até então, as mulheres só podiam ingressar na carreira militar por meio de concursos públicos para escolas de formação de oficiais e sargentos, ou para o quadro de oficiais temporários.
O alistamento delas – chamado oficialmente de Serviço Militar Feminino Inicial – tem regras parecidas com o deles, que é obrigatório. As interessadas precisam ter ao menos 18 anos e morar em um dos municípios contemplados no Plano Geral de Convocação.
Após a incorporação, o serviço militar passa a ser obrigatório por 12 meses, período em que as militares têm os mesmos direitos e deveres dos homens, incluindo remuneração de acordo com a graduação, assistência médico-hospitalar, férias, licenças e contagem do tempo de serviço para aposentadoria.
Ao fim desse período, o vínculo pode ser prorrogado por até oito anos, conforme a disponibilidade de vagas, o interesse da militar e a aprovação da respectiva Força.
O alistamento feminino voluntário é mais uma iniciativa para aumentar as possibilidades de autonomia econômica, oportunidade de trabalho e construção de carreira para as brasileiras.