26 de setembro de 2018

Na última quarta-feira (26/09), durante o debate SBT/UOL/Folha de S.Paulo, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) falou sobre mobilidade urbana. O Plano de Governo de Lula, Haddad e Manuela aposta em uma mobilidade urbana sustentável, que reduza o tempo de deslocamento das pessoas, que rompa com o paradigma excludente e poluente do transporte individual motorizado e que assegure tarifas acessíveis. Confira as nossas propostas sobre o tema:

A prioridade do governo será apoiar a expansão e a modernização dos sistemas de transporte público, prioritariamente os de alta e média capacidade – trens, metrô, VLT, BRT e corredores exclusivos de ônibus. Simultaneamente, serão incentivados Estados, DF e Municípios a promover o transporte público confortável – piso rebaixado, motor dianteiro, ar condicionado, suspensão macia – e a implantação de ciclovias, exigindo essas políticas como condição de acesso a recursos para mobilidade.

A diretriz estratégica é o fomento ao transporte público acessível e inclusivo para pessoas com deficiência e idosos, que dê conforto e segurança aos passageiros e que já antecipe o fato de, nos próximos anos, haver mais idosos do que crianças no Brasil. Além disso, o governo Haddad municipalizará a CIDE combustível para assegurar a redução das tarifas, expansão das gratuidades e do transporte público.

Serão incentivados os sistemas de carona solidária e de compartilhamento de veículos, que aumentam a eficiência de consumo de combustível e uso do espaço urbano com veículos individuais. Além disso, o governo fará investimentos no desenvolvimento tecnológico nacional para alavancar a frota de veículos movidos a etanol, biodiesel, biocombustíveis e híbridos; também serão incentivados os veículos elétricos alimentados pela eletricidade limpa. Será promovido ainda o transporte não motorizado, com a expansão de ciclovias e calçadas.

Em parceria com os Municípios, DF e Estados, o governo federal vai desenvolver políticas para redução drástica dos acidentes e mortes no trânsito, através de ações permanentes nas escolas e junto à sociedade, com melhoria na formação de condutores e com redução de velocidade nos centros urbanos.

Legado

Os governos Lula inovaram ao integrar as políticas de transporte às de trânsito, dando ênfase às ações voltadas aos meios coletivos e aos não motorizados.

No caso do transporte ferroviário urbano para passageiros, o atendimento passou de 126,2 milhões de usuários para 167 milhões entre 2002 e 2010.

Lançado em 2013, o Pacto da Mobilidade disponibilizou R$ 50 bilhões adicionais, no âmbito do PAC 2, para ações de mobilidade em mais de 50 municípios. Os empreendimentos se somam a investimentos federais na construção de metrôs, aeromóveis, trens urbanos, VLT, BRTs e corredores de ônibus, somando mais de 3,9 mil quilômetros em obras de transporte coletivo pelo Brasil.

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