26 de setembro de 2018

Durante o debate SBT/UOL/Folha, nesta quarta-feira (26/09), Fernando Haddad perguntou a Marina Silva sobre geração de empregos. Haddad afirmou que seu governo terá obsessão pela geração de emprego e lembrou: “eu participei de um governo que gerou 20 milhões de empregos. Como você fará para recuperar esses empregos? Vai revogar a reforma trabalhista?”

O fortalecimento do mercado interno para promover crescimento econômico e inclusão social sempre foi prioridade para os Governos de Lula e Dilma. Quando Lula assumiu o governo, em 2003, encontrou uma população com baixíssimo poder de compra. Como a economia é movida por demanda, se pouca gente compra, o comércio vende pouco, a indústria produz pouco, emprega pouco e, com isso, o Estado arrecadada menos. Assim, Lula entendeu que combater a pobreza e as desigualdades e incluir os pobres no mundo do consumo era um passo fundamental para fazer a economia brasileira crescer e se fortalecer como um todo, num ciclo virtuoso.

Para isso, aliou políticas de transferência de renda (Bolsa Família), uma política de valorização real do salário mínimo, a geração de empregos formais e mecanismos de formalização da economia, e o aumento da cobertura da Previdência Social. Com Lula e Dilma, foram gerados  de 20 milhões de empregos formais entre 2003 e 2015.  Cerca de 36 milhões de brasileiros deixaram a pobreza extrema e 42 milhões ascenderam de classe. Em 2014, o IBGE registrou a menor taxa de desocupação mensal da história: 4,9%. Com Temer, esta taxa chega 12,4% em julho, e chegou a bater 13,7%, em maio – a maior taxa da série histórica.

Com o desmonte de Temer e o retrocesso de direitos da população, que incluem o teto de gastos públicos, a reforma trabalhista e a terceirização. Algumas das principais consequências foram as pioras significativas na renda dos brasileiros, um dos principais componentes e indicadores da pobreza e da pobreza extrema; e, com relação ao salário mínimo,  o número de pessoas residentes em domicílios com renda per capita de até ¼ do salário mínimo subiu de 9,2% em 2015 (18,89 milhões de pessoas aproximadamente) para 12,1% em 2016 (24,85 milhões de pessoas aproximadamente): o aumento representa cerca de 5,96 milhões de brasileiros e brasileiras. O número de pessoas que possuíam renda per capita entre ¼ e ½ salário mínimo também cresceu, passando de 12,1% (24,85 milhões) em 2015 para 17,8% em 2016 (36,55 milhões).

Vale lembrar que nos governos do PT, com o Programa Bolsa Família, 36 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza. Em 2016, 13,9 milhões de famílias eram atendidas pelo programa. Segundo estudo de 2010 do IPEA, cada real investido no programa gera um retorno de R$ 1,78 para a economia.

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