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Lula com integrantes da chapa majoritária no Rio Grande do Norte
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Notícias • Agosto de 2026 • 4 min de leitura

Em Natal, Lula faz balanço da “sorte” que sempre acompanha suas gestões 

Em evento de campanha com a chapa majoritária no Rio Grande do Norte, o presidente citou indicadores de crescimento econômico, recuperação da indústria e políticas de inclusão social sob seu mandato

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Em ato de campanha em Natal (RN) nesta quinta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o Brasil voltou a crescer e a recuperar sua capacidade de produção e investimento desde o início de seu atual mandato. Ao traçar um balanço de seus governos, Lula destacou a retomada da indústria automobilística, a expansão das políticas sociais e os investimentos em pesquisa e exploração de petróleo como exemplos de uma economia que voltou a caminhar. 

“Eles dizem que é porque o Lula tem sorte. E eu digo que é porque nós temos capacidade de fazer investimento e pesquisa”

Luiz Inácio Lula da Silva

“Esse país só voltou a crescer acima de 3% quando voltei para a Presidência”, disse Lula, em evento com sua base de apoio realizado ao lado da Arena das Dunas. Com Lula estavam no palco a governadora Fátima Bezerra e os integrantes da chapa majoritária da coligação no Rio Grande do Norte, com Cadu Xavier (governador), Samanda Alves e Rafael Motta (Senado).

O presidente citou a indústria automobilística para ilustrar a recuperação da atividade econômica. Segundo Lula, o setor, que chegou a produzir 3,8 milhões de veículos em 2010, havia recuado para 1,6 milhão quando ele retornou à Presidência, em 2023. Agora, a produção voltou a se aproximar de 3 milhões de veículos. 

Para Lula, a retomada não é resultado de acaso, mas da capacidade de o Estado investir, criar condições para o setor produtivo e estimular pesquisa e inovação. Ao falar sobre a exploração de petróleo, Lula rebateu a ideia de que as novas descobertas seriam fruto de sorte e destacou o papel da Petrobras.

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“Eles dizem que é porque o Lula tem sorte. E eu digo que é porque nós temos capacidade de fazer investimento e pesquisa. E se a Petrobras não pesquisar, ela não descobre”, afirmou. Mais cedo, o presidente participou de agenda em Macaíba, em que foi anunciado um supercomputador de IA será instalado no estado.

TRAJETÓRIA – Lula dedicou parte do discurso a destacar a relação entre sua trajetória política e a população trabalhadora. Citou professores, profissionais liberais, catadores de recicláveis, empregadas domésticas, trabalhadores da limpeza, pescadores, bombeiros, comerciários e petroleiros para dizer que ele, no governo, é apenas um deles.  “Não fosse o povo trabalhador desse país, sinceramente, o Lula não seria nada”, declarou.

INCLUSÃO SOCIAL – O presidente também propôs um “desafio educativo” ao público. Pediu que os brasileiros estudassem a história do país, desde a Proclamação da República, para comparar os governos e identificar quais adotaram políticas efetivas de inclusão social.

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“Eu queria que vocês pesquisassem a história do Brasil. Queria que  vocês pegassem de Marechal Deodoro até os dias de hoje, para saberem quantos presidentes na história deste país fizeram política de inclusão social”, destacou. 

Na avaliação de Lula, a comparação mostra a dimensão das ações implementadas durante seus governos e os da ex-presidenta Dilma Rousseff. Ele citou a expansão das universidades e dos Institutos Federais, a demarcação de terras indígenas e quilombolas, a reforma agrária, a ampliação do acesso dos estudantes ao ensino superior e ações essenciais na saúde.

“Eu queria que vocês pesquisassem a história do Brasil. Queria que  vocês pegassem de Marechal Deodoro até os dias de hoje, para saberem quantos presidentes na história deste país fizeram política de inclusão social”

“Se vocês perguntarem quem mais colocou energia na casa do pobre, foi Lula e Dilma. Se perguntarem quem mais fez escola de tempo integral, foi Lula e Dilma. Se perguntarem quem mais colocou médico nesse país, foi Lula e Dilma”, pontuou.  Ao defender o legado de suas gestões, Lula afirmou que sua campanha não se apoiará apenas em compromissos para o futuro, mas sobretudo na comparação entre o que foi entregue em seus governos e o desempenho de administrações anteriores.

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