“Esse país não vai voltar a ser colônia”, afirma Lula em Montes Claros (MG)
Presidente diz que eleição representa escolha sobre qual projeto de país se deseja e defende desenvolvimento, emprego e soberania brasileira
Diante de uma multidão de apoiadores em Montes Claros (MG), nesta quinta-feira (17/09), Lula afirmou que a eleição não se resume à disputa entre candidatos, mas envolve a escolha sobre o projeto de país que o Brasil quer construir. O presidente também criticou qualquer tentativa de interferência estrangeira no processo eleitoral e defendeu um Brasil capaz de ampliar investimentos, gerar empregos e garantir melhores condições de vida à população.
“Essa eleição é uma definição de qual Brasil a gente quer. Qual é o Brasil que a gente sonha?”, questionou. Ao falar sobre a relação do Brasil com outros países, Lula voltou a rejeitar qualquer tentativa de interferência externa nas eleições. “Esse país não vai voltar a ser colônia. Esse país aprendeu o gosto da independência ensinada por um mineiro chamado Tiradentes.”
O presidente também fez referência à história de Minas Gerais na construção da democracia e da independência brasileiras. Citou Juscelino Kubitschek, responsável pela construção de Brasília, Tancredo Neves, que participou do processo de redemocratização e seria o primeiro presidente eleito após a ditadura militar, além de Tiradentes. “Portanto, Minas tem história. Minas tem tradição. E Minas não vota em quem está praticando traição”, afirmou.
DESENVOLVIMENTO – Lula também apresentou em Montes Claros uma agenda de desenvolvimento baseada em educação, indústria, geração de empregos e ampliação da renda. O presidente citou investimentos realizados no estado em universidades, institutos federais e políticas de acesso ao ensino superior e afirmou que pretende ampliar a estrutura educacional no estado. “Quem mais colocou jovens da periferia na universidade? Quem mais colocou meninas da periferia na universidade?”.
O presidente afirmou ainda que a região tem potencial para ampliar sua atividade industrial, gerando mais empregos para o futuro. “Aqui vai ter um grande polo de indústria para dar certo. E aqui eu vou fazer um hospital universitário. Porque esta cidade vai crescer mais, vai crescer gerando emprego de qualidade para as meninas e para os meninos”, declarou.
CUSTO DE VIDA – Lula também defendeu que o desenvolvimento do país precisa se traduzir em mais renda e menor custo de vida para a população. Ao falar sobre os preços dos alimentos, afirmou que o governo deve seguir trabalhando para ampliar a produção e fortalecer o poder de compra dos trabalhadores. “Ainda está muito caro. Eu quero baixar o preço do feijão, do arroz, da carne, da cebola. Para isso, nós temos que aumentar a produção de alimentos no país. E para isso, nós temos que aumentar o salário do povo brasileiro”.
Ao final do discurso, o presidente afirmou que seu projeto para o país passa por ampliar oportunidades para trabalhadores, jovens e mulheres. “A minha preocupação é garantir que cada mulher, que cada jovem, que cada homem tenha o direito de comer, de se vestir, de morar, de passear, de estudar e ter respeitadas as suas intenções pessoais. É esse mundo que eu quero criar. É esse mundo que nós vamos criar no Brasil”, concluiu.