Lula compara o bolso de ontem e de hoje em 9º programa eleitoral
Programa compara preços e poder de compra, apresenta propostas para renda, cesta básica, MEI e cashback. Eleitor pode comparar números em nova aba do site
O brasileiro pode até esquecer quanto estava a inflação em 2022, mas o preço do arroz, não. Também não esquece quanto pagou no feijão, no óleo ou o susto de ver a conta do supermercado crescer enquanto o dinheiro parecia comprar cada vez menos. Até as embalagens diminuíam, mas o preços não. É dessa memória que o nono programa eleitoral de Lula, exibido nesta quinta-feira (17/09), parte para falar de um assunto que todo mundo entende na prática: custo de vida e dinheiro no bolso. “Eu sei muito bem o que é chegar no fim do mês e não conseguir fazer uma feira decente. Custo de vida é coisa séria e você precisa saber a verdade”, afirma Lula.
“Eu me lembro que o feijão chegou a custar R$ 12 reais. O saco de arroz de 5 quilos era R$ 45 reais. O litro de óleo era R$ 12”, citam pessoas entrevistadas. E é justamente a comparação que conduz o programa. De um lado, a campanha recupera os preços dos alimentos durante o governo Bolsonaro. Do outro, apresenta medidas adotadas desde 2023 e as propostas de Lula para fazer o salário render mais nos próximos anos.
Os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês já sentiram no contra cheque o Imposto de Renda zerado. A partir de 2027, a Reforma Tributária proposta pelo presidente Lula e aprovada no Congresso, apesar dos votos contrários da oposição, incluindo Flávio Bolsonaro, começa a ter efeitos no bolso do consumidor: imposto zero para produtos da cesta básica e devolução de impostos pagos em serviços como luz e água.
MEMÓRIA – A comparação começa pelo supermercado. O programa coloca lado a lado preços e poder de compra nos governos Bolsonaro e Lula. Segundo a campanha, arroz e feijão subiram mais de 45% no governo Bolsonaro e a inflação dos alimentos chegou a 57%, a maior dos últimos 30 anos.
Nos combustíveis, a peça critica a privatização da distribuição e do refino. Em contraponto, destaca que, desde 2023, o salário mínimo voltou a subir acima da inflação, o desemprego caiu ao menor nível em décadas, a Petrobras foi fortalecida e o ritmo de aumento dos alimentos diminuiu. “Lula começou o trabalho de trazer de volta o poder de compra. Mas você sente em seu bolso até hoje. Porque reconstruir leva tempo.”
RENDA – A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é apresentada como dinheiro que permanece no orçamento. “É como se fosse um décimo quarto salário”, diz Lula. No programa, esse valor ganha destinos concretos: uma mãe quer comprar a bicicleta do filho, outra mulher pretende investir no curso de pedagogia e uma terceira, nos primeiros móveis da casa nova.
COMIDA – A Reforma Tributária entra na conversa com o imposto zero sobre produtos essenciais a partir de janeiro. “Carne, frango, alimentos, produtos de higiene, sem imposto. Garantia de preço menor e vida melhor”, afirma o programa.
No próximo ano, também começa a valer o cashback – devolução do dinheiro – de impostos sobre luz, gás de cozinha, água e esgoto, além de serviços de telecomunicação (telefonia e internet).
TRABALHO – O programa apresenta ainda o fim da escala 6×1, proposta de Lula que está no Senado à espera de aprovação e salário mínimo com reajuste sempre acima da inflação, como aconteceu nos últimos 4 anos. Para os microempreendedores, Lula vai elevar o teto anual do MEI para R$ 140 mil.
ACESSO – A comparação não termina na TV. Uma nova área no site de Lula reúne números e fatos sobre diferentes períodos do Brasil, organizados para facilitar a consulta. Pelo celular ou computador, a população pode acessar os comparativos em um só lugar, sem precisar procurar indicador por indicador.
