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Desenvolvimento Social • Setembro de 2026 • 3 min de leitura

Lula: Bolsa Família é símbolo do melhor programa de inclusão social do mundo

Desde 2023, são 5,6 milhões de famílias que deixaram de receber o benefício porque aumentaram a renda. Programa teve reajuste de 15% nesta quinta-feira (17)

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O Bolsa Família é referência mundial de transferência de renda. É replicado e estudado em inúmeros países, pois não se trata apenas de repasse de dinheiro. O programa integra o recebimento do benefício a ações de saúde, educação e desenvolvimento social. Relançado com uma série de modernizações em 2023 pelo presidente Lula, o benefício teve um reajuste de 15% anunciado nesta quinta para repor a inflação do período.

Em entrevista à rádio Itatiaia, durante agenda em Montes Claros (MG), o presidente destacou a importância do Bolsa Família para a superação da pobreza. “O Bolsa Família é o símbolo do melhor programa de inclusão social que o mundo já criou. Reconhecido por todos os países”, constatou Lula. “As pessoas que foram melhorando de vida, foram saindo do Bolsa Família”, completou.

Desde 2023, são 5,6 milhões de famílias deixaram de receber o benefício porque aumentaram a renda. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que, entre janeiro e junho de 2026, a grande maioria dos empregos gerados foi ocupada pelas famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, 94,8%, e por beneficiários do Bolsa Família. 

“O povo pobre é honesto. Ele recebe o Bolsa Família, mas quando arruma um emprego em que está ganhando melhor, ele não quer ficar recebendo do Estado. Isso demonstra a mentira que contavam”, ressaltou o presidente.

Em outra frente de inclusão para os beneficiários está o apoio para os empreendedores de baixa renda. Pesquisa do Sebrae mostra que 2,5 milhões de pessoas abriram MEI após entrarem no Cadastro Único, um contingente que deseja abrir ou ampliar um negócio. O Programa Acredita no Primeiro Passo é a ponte para a realização desse sonho, com crédito orientado e juros abaixo do mercado. São R$ 3,47 bilhões investidos nos empreendimentos de mais de 423,16 mil pessoas, 70% mulheres.       

“A gente vai continuar mantendo o Bolsa Família, sonhando que um dia não precise mais. E para isso a economia vai ter que crescer, vamos ter que gerar emprego de qualidade, vamos ter que construir investimentos na educação, para que o Brasil um dia não precise disso. Mas enquanto precisar, no meu governo vai ter”, garantiu o presidente Lula.

TRANSIÇÃO – Uma inovação que o novo modelo do Bolsa Família trouxe desde que foi retomado é a Regra de Proteção, que estimula e dá estabilidade para as pessoas deixarem de depender da transferência de renda. A regra permite que o domicílio que ultrapasse a renda de R$ 218 por pessoa, por mês, continue recebendo 50% do benefício por 12 meses. 

HERANÇA – O estudo da Fundação Getulio Vargas, intitulado de “Filhos do Bolsa Família: Uma análise da última década do programa”, mostrou que o programa quebra a herança da pobreza de uma geração para outra. A pesquisa comprova que o Bolsa Família não acomoda as pessoas, ele dá oportunidade para que os filhos superem a condição de seus pais e conquistem autonomia.

Os principais resultados apontam:

  • 60% dos beneficiários em 2014 deixaram o programa até 2025
  • Saída mais elevada para os que eram adolescentes em 2014: 68% na faixa de 11–14 anos e 71,25% na faixa de 15–17 anos
  • Saída expressiva do CadÚnico e aumento da inserção no mercado formal
  • Saída é favorecida quando a pessoa tem carteira assinada (79,4%) e entre filhos de pais com maiores níveis de escolaridade 

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