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Fotógrafo: Fernando Frazao / Agência Brasil

Meio ambiente • Setembro de 2026 • 4 min de leitura

Governo Lula vira a curva com 67% menos desmatamento na Amazônia

Comparação entre 2019-2022 e 2023-2026 mostra que em todos os biomas brasileiros a preservação tomou lugar à destruição e queimadas

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Uma curva que mudou radicalmente de direção. Em 2022, o Brasil chegava ao maior desmatamento em 15 anos na Amazônia e no Cerrado chegou a uma área duas vezes maior que a do Distrito Federal. O Fundo Amazônia estava paralisado, sem novos projetos aprovados, e as demarcações de Terras Indígenas estagnadas. De 2023 a 2026, os principais indicadores ambientais começaram a apontar para outro sentido: o de queda. 

O desmatamento recuou sucessivamente e chegou ao menor nível da história na Amazônia, com uma queda de 67% em relação a 2022. No Cerrado, a queda foi de 32% no Governo Lula, comparado a 2022. A mesma tendência se observou na Caatinga, com o desmatamento caindo 34,3%, no Pantanal, com menos 63%, e no Pampa 41,7%. 

Para que isso fosse possível, instrumentos de prevenção e controle foram retomados. Os órgãos ambientais voltaram a fiscalizar, aplicar multas, combater o garimpo ilegal e o contrabando de madeira. O Fundo Amazônia voltou a receber doações internacionais, R$ 2,6 bilhões, e a financiar novos projetos em um total de R$ 4,3 bilhões.

O período de 2023 a 2026 concentra 60% de todas as aprovações e contratos do Fundo desde sua criação, e projetos apoiados pelo mecanismo já alcançam 75% dos municípios da Amazônia Legal.

A diferença também aparece no ritmo dos recursos que chegam aos projetos. Os desembolsos alcançaram média de R$ 263 milhões por ano entre 2023 e maio de 2026, contra R$ 149 milhões anuais durante o governo Bolsonaro (quando os pagamentos eram destinados a projetos contratados anteriormente, já que não houve aprovação de novas propostas).

COMBATE AOS INCÊNDIOS – Com recursos restaurados, o governo realizou a maior contratação de brigadistas florestais da história em 2025. Um aumento de 45% no número de brigadistas comparado a 2022. Hoje são 4,4 mil em 240 brigadas federais nos cinco biomas brasileiros. Foram reativadas bases em regiões críticas e recuperados o poder de fiscalização do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

Houve investimento recorde de R$ 1,4 bilhão para combate ao desmatamento, fiscalização, prevenção e combate a incêndios: R$ 825 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer o Ibama (maior projeto da história do Fundo) e R$ 587 milhões para os Bombeiros e municípios prioritários da Amazônia, Cerrado e Pantanal.

DEMARCAÇÃO – A proteção dos territórios indígenas também voltou a avançar. As portarias declaratórias haviam ficado interrompidas desde 2018. No Governo Lula, são 20 Terras Indígenas homologadas, retomando uma etapa do processo demarcatório que havia ficado de lado.


PLANO – Em janeiro de 2023, o Governo Federal restabeleceu o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e retomou a coordenação interministerial das ações contra o desmatamento. Também foram restabelecidas estratégias de prevenção e controle para os demais biomas.

Leia mais: Uma mudança que permite ao Brasil manter firme o compromisso de buscar o desmatamento ilegal zero em 2030

TAXAS

AMAZÔNIA – É na maior floresta tropical do planeta que essa virada aparece com mais força. Segundo o Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a área desmatada na Amazônia passou de 12.474 km² em 2022 para 7.806 km² em 2023, 6.071 km² em 2024 e 5.111 km² em 2025. Em três anos, o desmatamento anual caiu cerca de 59% em relação ao patamar de 2022. Só entre 2024 e 2025, a redução foi de 15,8%.

O Deter, sistema que produz alertas para orientar as ações de fiscalização e controle, oferece um retrato ainda mais recente. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram 2.874,38 km² sob alerta de desmatamento na Amazônia, 36,87% menos que no período imediatamente anterior, quando foram registrados cerca de 4.495 km². É o menor valor de toda a série histórica do Deter.

CERRADO– A curva também mudou de direção em outros biomas. No Cerrado, o Prodes mostra que o desmatamento passou de 10.689 km² em 2022 para 7.235 km² em 2025, uma redução de cerca de 32%. Só entre 2024 e 2025, a queda foi de 11,5%. Em 2026, o Deter registrou 5.119,46 km² sob alertas, redução de 7,8% em relação ao período anterior.

CAATINGA- Entre 2024 e 2025, o desmatamento recuou 34,3% na Caatinga, para 2.289,54 km²; 15,32% na Mata Atlântica, para 402,36 km²; e 41,7% no Pampa, para 305,48 km².

PANTANAL- a queda foi ainda maior: de 789 km² em 2022 para 291 km² em 2025, redução de aproximadamente 63%. Somente entre 2024 e 2025, o recuo foi de 65,4%, a maior queda proporcional apresentada pelo Prodes 2024/2025 entre os biomas.

NACIONAL – O movimento aparece também quando se olha o Brasil como um todo. A área de vegetação nativa suprimida nos biomas monitorados pelo Prodes caiu de 28.368 km² em 2022 para 24.130 km² em 2023, 19.571 km² em 2024 e 15.635 km² em 2025. Em três anos, uma redução de cerca de 45%.

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