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Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Meio ambiente • Setembro de 2026 • 6 min de leitura

Lula: “Garantir a soberania é defender o futuro do Brasil”

Investimento de R$ 166 bilhões em Defesa reforça a proteção das fronteiras, aprimora respostas a crises e desenvolve a indústria nacional

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“Garantir a soberania nacional é defender o futuro e a democracia do Brasil”, reforçou o presidente Lula, nesta terça-feira (8/09), em publicação nas redes sociais. Para o presidente, um país soberano é aquele que protege suas fronteiras, preserva suas riquezas, mantém suas Forças Armadas preparadas para defender o território e fortalece sua capacidade de tomar decisões sobre o próprio futuro. 

Essa visão também se traduz em desenvolvimento: os investimentos em Defesa ampliam empregos qualificados, fortalecem a indústria nacional e impulsionam áreas estratégicas como tecnologia, inovação e ciência.

Nos últimos anos, essa estratégia se materializou em três frentes. O Brasil ampliou a presença do Estado nas fronteiras e na Amazônia, fortaleceu sua capacidade de resposta a crises e desastres e expandiu investimentos em ciência, tecnologia e na indústria de Defesa. São mais de R$ 166 bilhões em investimentos que associam proteção do território, desenvolvimento econômico e autonomia tecnológica.

EIXO 1 – SOBERANIA, FRONTEIRAS E AMAZÔNIA 

Entre 2023 e 2025, a atuação das Forças Armadas reforçou a presença do Estado nas fronteiras e na Amazônia, ampliou a capacidade de atuação em áreas estratégicas e intensificou o combate a ilícitos que ameaçam a segurança do território brasileiro. Operações de grande escala, exercícios conjuntos e ações de Garantia da Lei e da Ordem se somam ao monitoramento de áreas remotas do país. 

Nas fronteiras, as Operações Ágata mobilizaram milhares de militares em ações integradas com órgãos de segurança, fiscalização e proteção ambiental. Em 2023, quatro operações resultaram em R$ 328 milhões em apreensões e quase R$ 1 bilhão em prejuízo ao crime organizado. 

Na Terra Indígena Yanomami, a operação para conter a emergência de saúde logo nos primeiros meses do mandato evoluiu para a Catrimani II, que acumulou mais de R$ 550 milhões em prejuízos ao garimpo ilegal até 2025, além de desmontar centenas de acampamentos e realizar milhares de ações de combate ao crime e de apoio às comunidades indígenas. Os militares criaram hospitais de campanha, fizeram centenas de horas de voo para levar cestas de alimentos e transportar pacientes para atendimento e prestar ajuda humanitária. 

A preparação para situações de conflito também ganhou escala. Em 2025, a Operação Atlas reuniu 10 mil militares e 1,2 mil meios operativos das três Forças no maior treinamento conjunto já realizado na Amazônia, com exercícios de deslocamento estratégico, poder de fogo e desembarque de tropas a partir do mar. No mesmo ano, cerca de 28 mil militares foram mobilizados para a segurança da Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, e da COP30, em Belém. 

Na frente ambiental, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) ampliou o uso de tecnologia para acompanhar incêndios, desmatamento e garimpo ilegal na Amazônia. Ferramentas como o Painel do Fogo, o SipamSAR e o SipamHidro passaram a apoiar ações de monitoramento e resposta em áreas remotas. 

EM NÚMEROS 

550 milhões em prejuízos ao garimpo ilegal da Terra Yanomami 

10 mil militares na Operação Atlas 

510 mil km² cobertos pela Operação Ágata Amazônia em 2025 

28 mil militares mobilizados para BRICS e COP30

EIXO 2 – PROTEÇÃO E RESPOSTA ÀS CRISES 

A capacidade logística e operacional das Forças Armadas se tornou decisiva em situações de emergência. Em três anos, militares atuaram em enchentes, incêndios, secas e crises humanitárias, mobilizaram aeronaves, navios, hospitais de campanha, veículos e equipes especializadas para alcançar regiões onde a resposta convencional não seria suficiente. 

Em 2023, a Operação São Sebastião levou atendimento médico e donativos ao litoral norte de São Paulo, enquanto o Comando Conjunto Taquari foi ativado após as fortes chuvas no Rio Grande do Sul. No ano seguinte, a Operação Taquari II ganhou escala de meses diante das enchentes devastadoras que atingiram o estado. Cerca de 13,7 mil militares participaram da operação, que resgatou 71 mil pessoas e 10,5 mil animais, distribuiu 172 mil toneladas de donativos e mobilizou nove hospitais de campanha.

A atuação humanitária ultrapassou fronteiras nacionais e se consolidou como uma das frentes mais visíveis da presença brasileira no exterior. Em 2023, a Operação Voltando em Paz repatriou cerca de 1,4 mil brasileiros da zona de conflito em Israel e na Palestina. No ano seguinte, a Operação Raízes do Cedro trouxe 2,3 mil pessoas do Líbano em 11 voos, na maior operação de repatriação do país. 

O alcance das ações também chegou a comunidades isoladas e de difícil acesso. A Operação Carro-Pipa levou milhões de metros cúbicos de água ao Semiárido, enquanto navios de assistência hospitalar realizaram milhares de atendimentos na Amazônia e no Pantanal. Em 2025, a Operação Excelsior realizou uma das maiores ações de ajuda humanitária na Amazônia, com mais de 50 mil atendimentos em municípios do Pará.

EM NÚMEROS 

71 mil pessoas resgatadas no Rio Grande do Sul em 2024

172 mil toneladas de donativos distribuídas na operação 

1,4 mil brasileiros repatriados de Israel e Palestina

2,3 mil pessoas repatriadas do Líbano 

EIXO 3 – CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INDÚSTRIA DE DEFESA 

A Defesa consolidou-se ainda como indutora do desenvolvimento tecnológico e industrial do Brasil. Entre 2023 e 2025, o país ampliou a produção nacional de equipamentos, avançou em projetos de alta complexidade e registrou crescimento histórico nas exportações de produtos do setor. 

As exportações passaram de US$ 1,4 bilhão em 2023 para US$ 3,1 bilhões até novembro de 2025, mais que o dobro em três anos. O resultado acompanhou a expansão de projetos como o caça F-39 Gripen, as Fragatas da Classe Tamandaré, os submarinos brasileiros, o cargueiro KC-390 e as viaturas blindadas Centauro II. Em 2025, a indústria brasileira de defesa também fechou novos negócios internacionais, incluindo a venda de Gripen à Colômbia e de KC-390 à Suécia.

O fortalecimento da base industrial veio acompanhado de investimentos e inovação. O eixo Defesa do Novo PAC previu R$ 53 bilhões para projetos estratégicos como submarinos, fragatas, blindados, caças e helicópteros, com investimentos entre 2023 e 2026 e mais recursos programados para depois desse período. 

Já a Missão 6 do programa Nova Indústria Brasil, lançada em fevereiro de 2025, estabeleceu um investimento adicional de R$ 113 bilhões voltado especificamente ao domínio de tecnologias estratégicas de defesa e soberania, como radares, satélites e foguetes, com meta de execução até 2033.

EM NÚMEROS 

US$ 1,4 → US$ 3,1 em exportações de defesa 

R$ 53 bi previstos no eixo Defesa do Novo PAC

R$ 113 bi previstos na Missão 6 da Nova Indústria Brasil 

3 milhões de empregos diretos e indiretos no setor

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