16 de agosto de 2018

A recuperação das conquistas dos governos do Partido dos Trabalhadores na Educação, o ensino médio e a formação docente serão prioridades do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu terceiro mandato. Fernando Haddad, candidato a vice-presidente na chapa de Lula e seu porta-voz, explicou como o ex-presidente pretende fazer isso, durante entrevista ao Movimento Todos Pela Educação, que aconteceu nesta quinta-feira (16/08).

O candidato a vice-presidente e ex-ministro da Educação garantiu que Lula vai recuperar programas essenciais que foram extintos pelo governo ilegítimo de Temer e do PSDB, principalmente por conta da c 95, que congelou os gastos públicos. “Vamos iniciar um trabalho de resgate daquilo que vem sendo destruído, não só na Educação, mas nos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Cultura. Era um tripé muito importante de atuação”, lembrou Haddad.

Para reafirmar o compromisso histórico de Lula com a Educação, Haddad citou o fato de ter sido ministro da pasta em seu governo e de agora concorrer como vice-presidente na sua chapa. “Tem um simbolismo muito forte. Além disso, quando chegamos ao Ministério da Educação, o orçamento era da ordem de R$ 20 bilhões. Quando eu deixei a pasta, era da ordem de R$ 100 bilhões. Lula foi o Presidente da República que mais investiu em Educação”.

Com relação ao ensino médio, Haddad admitiu que, apesar de todos os esforços dos governos anteriores do PT, ainda há muito por fazer. “Mas uma reforma do ensino médio não acontece por decreto ou medida provisória”, afirmou, defendendo o diálogo e a participação social e referindo-se à atitude de Temer que, segundo ele, não resultou em nada. “O ensino médio continua rigorosamente o mesmo”.

A proposta de Lula é federalizar, progressivamente, o ensino médio em áreas de vulnerabilidade social, lançando mão dos Institutos Federais, criados por Lula, e do Sistema S em parceria com escolas estaduais em áreas de vulnerabilidade social. Para Haddad, essas “ilhas de excelência” têm que conectar pontes com a realidade para se tornarem instrumentos disponíveis para todas as juventudes.

E essa melhoria na qualidade, para Lula, passa, sem dúvida, pela valorização e formação dos professores. Haddad lembrou que o Piso Salarial Nacional do Magistério, instituído quando era ministro da Educação, foi muito importante para a categoria e, inclusive, para atrair talentos.

Uma das propostas para o próximo governo é instituir a Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente, que vai subsidiar estados e municípios na realização de concursos públicos para a contratação de professores para a educação básica. Segundo Haddad, os concursos não cobram temas do dia a dia da Educação. “As provas são sofríveis em comparação ao que se almeja. O impacto da Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente vai ser enorme. As faculdades que formam esses professores vão ter que se adaptar a essa prova”, afirmou Haddad, que concluiu: “É uma profissão séria, da mais alta complexidade. Você está formando o futuro”.