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Lula participa da sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27)
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Economia • Agosto de 2026 • 4 min de leitura

Lula exalta indicadores econômicos e reforça compromisso com responsabilidade fiscal

Para o presidente, conquistas do atual mandato no campo econômico permitem projetar um salto de qualidade

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Economia, dívida pública, crescimento, reservas internacionais, responsabilidade fiscal e combate à fome. O presidente Lula fez uma explanação da evolução do país ao longo de sua gestão em torno desses temas na sabatina na TV Globo, nesta quinta (27).

Ao abordar a dívida pública brasileira, Lula defendeu que o indicador deve ser analisado em relação ao crescimento da economia e comparado à realidade de outras economias, para que as coisas sejam vistas em perspectiva. “Você acha que o Brasil está com problema de dívida pública porque chegamos a 80%? Na medida que você começa a crescer a economia, a dívida começa a cair com relação ao PIB. 80% da dívida em um país não é muito se você olhar para os Estados Unidos, para o Japão, para a Itália. Você sabe qual é a dívida dos Estados Unidos? 120% do PIB, US$ 40 trilhões”, argumentou, reforçando que isso não significa que o governo deixe de priorizar o compromisso com a responsabilidade fiscal. “Se tem uma coisa que valida a minha vida, chama-se responsabilidade fiscal. Eu sei o que quero para esse país”, comentou.

Lula destacou o crescimento registrado desde o início de seu atual mandato. Segundo dados do IBGE, o PIB avançou 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, a primeira vez acima de 3% desde quando o presidente deixou o mandato em 2010. Os resultados mantiveram a economia brasileira em trajetória de expansão nos três primeiros anos do governo, mesmo em um cenário internacional marcado por incertezas e pela desaceleração de importantes economias.

Os dados mais recentes corroboram esse vigor. O desemprego é o menor da série histórica (5,3% no trimestre encerrado em julho, o menor para o período na série histórica). A média da inflação é a menor em um mandato de quatro anos (projeção de 4,6%). O país voltou a ter uma política de ganho real do salário mínimo e gerou mais de 10 milhões de empregos formais desde janeiro de 2023. O número de pessoas ocupadas é o maior da série histórica, com 103,3 milhões.

Ao relembrar o cenário econômico do início dos anos 2000, Lula destacou o processo de fortalecimento das reservas internacionais brasileiras durante seus primeiros mandatos. O presidente citou o pagamento antecipado da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o aumento do volume de dólares em reserva como parte do processo de redução da vulnerabilidade externa do país. Lula lembrou, nesse contexto, o desempenho da economia brasileira ao final de seu segundo mandato. “Você se esquece que eu deixei esse país crescendo 7,5% em 2010”, afirmou. 

“Esse país devia 30 bilhões de dólares. Quando eu assumi a presidência, todos os economistas diziam que o país estava quebrado. Pois bem, o país não quebrou. Eu paguei os 30 bilhões do FMI, e fiz a primeira reserva de dólares desse país, de 270 bilhões, que é o que segura a estabilidade econômica até hoje”, disse.

Os dados históricos do Banco Central mostram a dimensão desse processo. As reservas internacionais, que estavam em cerca de US$ 37,8 bilhões ao final de 2002, chegaram a US$ 288,8 bilhões ao final de 2010. Em 2005, o Brasil também antecipou o pagamento da dívida com o FMI, contraída no contexto da crise de 2002. O aumento das reservas ampliou a capacidade do Brasil de enfrentar períodos de instabilidade nos mercados internacionais e ajudou a reduzir a exposição da economia brasileira a choques externos.

MAPA DA FOME – Na área social, Lula destacou os resultados das políticas de combate à fome e à pobreza implementadas durante seus governos. “Eu já acabei com a fome duas vezes”, lembrou. A declaração faz referência às duas ocasiões em que o Brasil deixou o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A primeira ocorreu em 2014, após uma década de redução da fome e da pobreza no país. O Brasil voltou a integrar o Mapa da Fome nos anos seguintes e, na atual gestão, em 2025, deixou novamente a classificação. 

Segundo o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI) 2025”, divulgado pela FAO, menos de 2,5% da população brasileira estava em situação de subalimentação no período de 2022 a 2024. O resultado levou o país novamente para fora da classificação de fome adotada pela organização. O país atingiu também o menor índice da história de pessoas em condição de insegurança alimentar grave (0,6%).

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