Lula na Bahia: “No Brasil, quem dá ordem são os brasileiros”
Presidente reafirma necessidade de investimentos em defesa para proteger riquezas estratégicas e ampliar a autonomia do país
Em meio ao agravamento de conflitos e tensões comerciais no cenário internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, nesta sexta-feira (28), a importância de fortalecer a indústria nacional de defesa para proteger a soberania e as riquezas nacionais.
Em Salvador (BA), após caminhada ao lado do governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, Lula citou a dimensão territorial do país e a abundância de recursos naturais como razões para ampliar a capacidade de defesa nacional. De garantir um país que esteja preparado não para a guerra, mas para garantir a paz, com capacidade de proteger território, riquezas e seu povo.
“O Brasil não pode ficar à mercê de nenhum país que venha querer tomar a nossa riqueza. Por isso, vamos investir muito”
Luiz Inácio Lula da Silva
“Queremos recuperar nossa indústria de defesa. O Brasil não pode ficar vendo o mundo em conflito, os Estados Unidos falando em guerra todo dia, a China se preparando, a Rússia se preparando. E o Brasil, com 8,5 milhões de km² [extensão territorial], com as maiores riquezas minerais do mundo, a maior floresta tropical do mundo, 12% da água doce do mundo, a segunda reserva de minerais críticos do mundo”, lembrou.
Para Lula, a proteção desses recursos exige uma estrutura nacional de defesa capaz de preservar os interesses do país diante de eventuais pressões externas. “O Brasil não pode ficar à mercê de nenhum país que venha querer tomar a nossa riqueza. Por isso, vamos investir muito”, afirmou.
POLÍTICA EXTERNA – Lula também associou o fortalecimento da indústria de defesa a uma política externa ativa e altiva, baseada na autonomia brasileira e na capacidade de dialogar com diferentes potências sem abrir mão da soberania nacional.
“Nós vamos cuidar de ter uma política externa ativa e altiva. Para que nem Putin, nem Xi Jinping, nem Trump, nem ninguém ache que pode dar ordem no Brasil. No Brasil, quem dá ordem são os brasileiros”, concluiu.