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Presidente Lula com capacete branco com a marca da Petrobras e macacão laranja da empresa, sorrindo e mostrando as mãos sujas de petróleo
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Economia • Agosto de 2026 • 4 min de leitura

Petróleo no Amapá contribui para soberania energética do Brasil, defende Lula

Presidente visitou navio-sonda da Petrobras na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas na costa do estado

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou nesta segunda-feira (17/08), um navio-sonda da Petrobras que atua na Margem Equatorial, no litoral do Amapá. Com a participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a agenda ocorreu três dias após a estatal anunciar a identificação de petróleo no poço Morpho, na costa do estado.

“Quando eu falo passaporte para o futuro desse país, eu não tô negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil, porque o país vai continuar sendo o país rei da inovação em biocombustíveis”

Luiz Inácio Lula da Silva

Durante a visita, Lula destacou a importância da pesquisa para o futuro da Petrobras e para o desenvolvimento tecnológico do país. “Não é possível a gente imaginar que uma empresa de petróleo consiga sobreviver se ela não pesquisar. Tem coisa no mundo que você só sabe se você pesquisar. E pesquisar significa você fazer investimento”, afirmou. Para o presidente, o avanço da exploração é resultado da capacidade técnica acumulada pela estatal. “Isso aqui é uma conquista do bom senso. É uma conquista de um governo que acha que a empresa tem que pesquisar.”

A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas. O poço Morpho está localizado a cerca de 175 km da costa do estado. “Isso chama-se Brasil. Isso chama-se Petrobras. Isso chama-se conhecimento científico e tecnológico. Isso significa competência. Isso aqui significa soberania nacional”, disse o presidente.

Ao falar sobre a operação, Lula relacionou a exploração de novas reservas à soberania e ao domínio científico e tecnológico brasileiro e ressaltou que a busca por novas reservas de petróleo não significa abandonar a transição energética. “Quando eu falo passaporte para o futuro desse país, eu não tô negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil, porque o país vai continuar sendo o país rei da inovação em biocombustíveis.”

Durante a visita, foi ressaltado que a descoberta no Amapá poderá gerar benefícios para a população e contribuir para a soberania energética do país. Há mais três blocos a serem perfurados no bloco exploratório, além de outros cinco poços da Petrobras em áreas adjacentes. O Brasil é atualmente o sétimo maior produtor de petróleo do mundo, que deve voltar a ser o principal produto de exportação do país neste ano.

O presidente também associou o desenvolvimento da indústria nacional à geração de emprego, renda e conhecimento. “O melhor é sempre a gente produzir a comida que a gente come, porque a gente vai gerar emprego aqui dentro, vai gerar salário aqui dentro, vai gerar desenvolvimento aqui dentro, vai gerar conhecimento genético, tecnológico, científico aqui dentro. É o que está acontecendo com a Petrobras”, enfatizou.

CONTINUIDADE — Segundo a Petrobras, as operações de perfuração permanecem em curso, visando à continuidade da avaliação exploratória. A atuação da empresa no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.

A estatal é a operadora e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013, sob o regime de concessão.

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