Petróleo no Amapá contribui para soberania energética do Brasil, defende Lula
Presidente visitou navio-sonda da Petrobras na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas na costa do estado
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou nesta segunda-feira (17/08), um navio-sonda da Petrobras que atua na Margem Equatorial, no litoral do Amapá. Com a participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a agenda ocorreu três dias após a estatal anunciar a identificação de petróleo no poço Morpho, na costa do estado.
“Quando eu falo passaporte para o futuro desse país, eu não tô negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil, porque o país vai continuar sendo o país rei da inovação em biocombustíveis”
Luiz Inácio Lula da Silva
Durante a visita, Lula destacou a importância da pesquisa para o futuro da Petrobras e para o desenvolvimento tecnológico do país. “Não é possível a gente imaginar que uma empresa de petróleo consiga sobreviver se ela não pesquisar. Tem coisa no mundo que você só sabe se você pesquisar. E pesquisar significa você fazer investimento”, afirmou. Para o presidente, o avanço da exploração é resultado da capacidade técnica acumulada pela estatal. “Isso aqui é uma conquista do bom senso. É uma conquista de um governo que acha que a empresa tem que pesquisar.”
A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas. O poço Morpho está localizado a cerca de 175 km da costa do estado. “Isso chama-se Brasil. Isso chama-se Petrobras. Isso chama-se conhecimento científico e tecnológico. Isso significa competência. Isso aqui significa soberania nacional”, disse o presidente.
Petrobras forte é Brasil soberano. 🇧🇷
— Lula (@LulaOficial) August 17, 2026
A descoberta de petróleo de alta qualidade na Margem Equatorial, no Amapá, abre novas perspectivas para o futuro do Brasil e reforça o potencial energético do país.
É a Petrobras forte, conhecimento científico, tecnologia e inovação a… pic.twitter.com/bFl58SbpYH
Ao falar sobre a operação, Lula relacionou a exploração de novas reservas à soberania e ao domínio científico e tecnológico brasileiro e ressaltou que a busca por novas reservas de petróleo não significa abandonar a transição energética. “Quando eu falo passaporte para o futuro desse país, eu não tô negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil, porque o país vai continuar sendo o país rei da inovação em biocombustíveis.”
Durante a visita, foi ressaltado que a descoberta no Amapá poderá gerar benefícios para a população e contribuir para a soberania energética do país. Há mais três blocos a serem perfurados no bloco exploratório, além de outros cinco poços da Petrobras em áreas adjacentes. O Brasil é atualmente o sétimo maior produtor de petróleo do mundo, que deve voltar a ser o principal produto de exportação do país neste ano.
O presidente também associou o desenvolvimento da indústria nacional à geração de emprego, renda e conhecimento. “O melhor é sempre a gente produzir a comida que a gente come, porque a gente vai gerar emprego aqui dentro, vai gerar salário aqui dentro, vai gerar desenvolvimento aqui dentro, vai gerar conhecimento genético, tecnológico, científico aqui dentro. É o que está acontecendo com a Petrobras”, enfatizou.
CONTINUIDADE — Segundo a Petrobras, as operações de perfuração permanecem em curso, visando à continuidade da avaliação exploratória. A atuação da empresa no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.
A estatal é a operadora e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013, sob o regime de concessão.