PIB cresce 0,5% no segundo tri, o quinto do mundo entre 43 países que já divulgaram o resultado
Números anunciados pelo IBGE nesta terça mostram alta de 2% na comparação anual e protagonismo da agropecuária
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado confirma a continuidade da expansão da atividade econômica, que avançou 2% em relação ao segundo trimestre de 2025 e acumula alta de 1,9% nos quatro trimestres encerrados em junho.
Segundo levantamento da classificadora de risco Austin Rating, o crescimento de 0,5% coloca o país em 5º lugar em uma comparação com o desempenho de 43 economias que já divulgaram dados para o período, à frente de países como Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha, Japão, Itália e França na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Em valores correntes, o PIB somou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre. Desse total, R$ 2,9 trilhões correspondem ao valor adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.
Com o novo resultado, o país mantém uma sequência de crescimento na comparação anual, com o PIB avançando pelo 21º trimestre consecutivo na base de comparação. O resultado do segundo trimestre representa uma desaceleração em relação aos três primeiros meses do ano, quando a economia havia crescido 1,1%, mas mantém a trajetória de expansão da atividade.
AGROPECUÁRIA – Pela ótica da produção, a agropecuária foi o principal destaque do trimestre, com crescimento de 2,8% em relação aos três meses anteriores. A indústria avançou 0,1%, enquanto o setor de serviços registrou alta de 0,2%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, os três grandes setores da economia (agropecuária, indústria e serviços) também registraram crescimento.
INVESTIMENTOS – Um dos destaques do resultado foi o comportamento dos investimentos. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede os investimentos realizados na economia, cresceu 1,2% no segundo trimestre, depois de já ter avançado 3,4% nos três primeiros meses do ano. A taxa de investimento alcançou 16,1% do PIB no período. O consumo do governo também cresceu, com alta de 0,4% em relação ao primeiro trimestre. Já o consumo das famílias apresentou recuo de 0,4% no período. No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 0,8%, enquanto as importações cresceram 1,8%.