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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de relançamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Recriação do Conselho Nacional de Desenvol
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Desenvolvimento Social • Setembro de 2026 • 3 min de leitura

Preço da cesta básica cai em 25 capitais

Resultado ocorre em cenário de desaceleração da inflação de alimentos e avanço de medidas para ampliar o poder de compra das famílias na atual gestão

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O custo da cesta básica de alimentos caiu em 25 das 27 capitais brasileiras entre julho e agosto de 2026, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores reduções foram registradas em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%) e Cuiabá (-3,37%).

A queda foi disseminada entre produtos importantes do cotidiano. A batata diminuiu de valor em todas as capitais do Centro-Sul onde o produto é pesquisado, com redução que chegou a 34% em Brasília. O café em pó ficou mais barato em 23 das 27 capitais, enquanto o tomate teve queda em 22. O feijão recuou em 20 capitais.

INFLAÇÃO – A queda no custo da cesta básica em 25 capitais se insere em uma trajetória de inflação de alimentos significativamente menor do que a registrada nos quatro anos da gestão anterior. Durante comício realizado em Teresina (PI), nesta quarta (9), o presidente Lula lembrou que a inflação dos alimentos acumulada em quatro anos do governo anterior chegou a 56%. No atual, o acumulado é de 13,6%.

“Eu sei que o alimento não está barato, mas vocês sabem qual era a inflação de alimentos em quatro anos do governo passado? 56%. Sabe qual é a inflação em quatro anos do nosso governo? 13,6%”, comparou o presidente.

PAA – Na atual gestão, o governo retomou a relevância de ações importantes, como o Programa de Aquisição de Alimentos, que faz uma ponte entre a agricultura familiar e instituições que precisam dos alimentos, como escolas da rede pública, hospitais, cozinhas solidárias e instituições sociais. O plano safra da agricultura familiar também bateu recordes e os estoques reguladores, que ajudam a manter o preço dos alimentos em períodos de escassez, foram retomados. 

REFORMA TRIBUTÁRIA – O cenário atual também é marcado por uma mudança estrutural na tributação dos alimentos. A reforma tributária aprovada no Congresso Nacional, e que entra em vigor em janeiro de 2027, estabelece alíquota zero para os produtos da cesta básica nacional, retirando a incidência de novos tributos sobre itens essenciais à alimentação dos brasileiros. A lei também cria um cashback nos impostos de consumo (como água e luz) para integrantes do CadÚnico. 

DESMONTE – A diferença entre as duas gestões ganha ainda mais dimensão quando considerada a situação vivida pelas famílias no governo Bolsonaro. A escalada dos preços ocorreu em um período marcado por desemprego elevado, na casa dos dois dígitos, ausência de aumento real do salário mínimo nos quatro anos e redução da renda média dos trabalhadores.

Em 2020, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 14%. Alguns dos principais produtos da cesta tiveram aumentos ainda maiores. O óleo de soja subiu 103%, o arroz, 76%, o leite longa vida, 27%, e as carnes, 187%. No ano seguinte, 2021, o café moído subiu 50%, a mandioca, 48%, e o açúcar, 47%.

RENDIMENTO – A perda de poder de compra na gestão anterior não se limitou ao aumento dos preços. Em 2021, o rendimento médio mensal real domiciliar por pessoa caiu 6,9%, de R$ 1.454 para R$ 1.353, o menor valor da série histórica da PNAD Contínua até então. Entre a metade da população de menor renda, o rendimento médio caiu 15% naquele ano.

DÚZIA DE DEZ – Foi nesse ambiente de inflação elevada e perda de renda que ganhou força outro fenômeno sentido diretamente pelos consumidores, a chamada reduflação. Produtos passaram a ter menos unidades, menos gramas ou menor volume nas embalagens, sem redução proporcional dos preços. Em setembro de 2021, o próprio governo precisou editar uma regra para obrigar fornecedores a informar de forma ostensiva a redução da quantidade dos produtos.

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