Rede Alyne melhora estrutura e amplia cuidado à saúde materna no SUS
Com investimento de R$ 4,85 bilhões na primeira etapa, a é meta reduzir em 25% as mortes maternas
“Cuidar da saúde da mulher é cuidar da vida e do futuro deste país.” A afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a base da Rede Alyne, política lançada em 2024 para reduzir a mortalidade materna e ampliar a assistência a gestantes, mães e bebês no Sistema Único de Saúde (SUS). Desde então, a Rede Alyne ampliou o acesso a exames pré-natais, incorporou novos testes e integrou a regulação obstétrica ao Samu.
Com investimento de R$ 4,85 bilhões na primeira etapa, a iniciativa deve beneficiar cerca de 30 milhões de mulheres até 2027, tendo como meta reduzir em 25% as mortes maternas, sobretudo entre negras, indígenas e moradoras de regiões mais vulneráveis. Além disso, está prevista a construção de 36 maternidades e 30 Centros de Parto Normal em todo o país.
A Rede Alyne reúne, em uma única política, ações de planejamento reprodutivo, pré-natal, parto, puerpério e acompanhamento da criança nos primeiros anos de vida. A proposta é garantir acompanhamento contínuo durante toda a gestação, ampliar o acesso a exames e agilizar o encaminhamento das gestantes para serviços especializados quando necessário.
Combater as desigualdades para salvar vidas – Na Rede Alyne, o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais é um dos pilares da política, que leva o nome de Alyne Pimentel, jovem negra que morreu em 2002, aos 28 anos, após falhas na assistência obstétrica na rede pública de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O caso levou o Brasil à primeira condenação internacional por uma morte materna evitável e impulsionou mudanças que hoje incluem o combate ao racismo institucional, à violência obstétrica e às barreiras de acesso aos serviços de saúde.
A Rede Alyne também amplia a capacidade da rede pública de atendimento. Pelo Novo PAC, estão sendo construídas 36 maternidades e 30 Centros de Parto Normal em regiões com maiores índices de mortalidade materna. A política ainda prevê a distribuição de aparelhos portáteis de ultrassom para ampliar o acesso aos exames e de kits de desenvolvimento infantil, fortalecendo o acompanhamento das crianças nos primeiros anos de vida.