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Fotógrafo: Agência Brasil

Economia • Agosto de 2026 • 4 min de leitura

Durigan: enfrentar a taxa de juros é essencial para o país seguir avançando

Coordenador de economia da campanha do presidente Lula defendeu esforço fiscal feito pela atual gestão

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Coordenador de economia da campanha do presidente Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que a questão da taxa de juros no Brasil seja enfrentada de forma ainda mais enfática num potencial próximo governo. Em entrevista à rádio CBN nesta quinta-feira (20/08), ele defendeu o esforço fiscal feito pela atual gestão, que foi de 2% do PIB, e foi taxativo: “É possível reverter a trajetória da dívida com a redução de juros”.

“Nós vamos manter o arcabouço fiscal, fazendo os ajustes necessários, em especial controlando o gasto obrigatório. Consta no programa de governo do presidente Lula, de modo que a gente faça um esforço fiscal, como foi feito nesse governo, de 2% do PIB”, explicou Durigan. “Isso é o fundamental para as pessoas entenderem que não tem navegação no escuro, que nós estamos prontos para fazer um esforço da mesma dimensão”.

Além de tirar o Brasil do Mapa da Fome, fazer mais investimentos, ter um IDH-Municipal de Muito Alto Desenvolvido Humano, o coordenador ressaltou que a taxa de juros é uma questão a ser resolvida para o país seguir avançando no desenvolvimento socioeconômico. “Vencer e continuar vencendo a pobreza e a desigualdade nos impõe que no próximo período a gente enfrente o tema da taxa de juros”.

Durigan destacou que no período da pandemia as dívidas saltaram a um patamar maior do que o atual. “Depois, com a taxa de juros a 2%, a dívida diminui de tamanho em seu volume global. E esse é um esforço que precisa ser feito”. O ministro da Fazenda reforçou a necessidade de o mercado confiar nas regras fiscais do país. “Mostrar com credibilidade para o mercado, que é quem impõe esse custo alto para a dívida, que a trajetória de gasto obrigatório no país não vai crescer sem controle, de modo que a dívida pública possa se estabilizar e voltar a ter uma trajetória de queda.”

Segundo ele, o compromisso da área econômica é manter o arcabouço fiscal, fazendo o controle de gasto e aumentando a base de receita no que for justo para a população. “Nós fizemos dois importantes ajustes que diminuem o gasto obrigatório em 2027 em mais de R$ 10 bilhões. Alguns fundos que crescem vinculados à receita que a gente arrecada, cresceram mais que o arcabouço. Nós limitamos a variação do arcabouço, o que dá para o próximo ano, quanto para os demais, um sinal claro de diminuição do gasto obrigatório”, explicou o coordenador.

Neste ano, o governo ainda fez corte linear de 10% de benefício tributário, segundo Durigan. “É isso que nós vamos seguir fazendo. Se tiver benefício fiscal dentro dos grupos que formamos para identificar abuso, vamos seguir cortando o benefício fiscal de modo a uniformizar e diminuir a carga para todo mundo no Brasil.”

Por fim, o ministro afirmou que a sociedade brasileira deve enfrentar o debate, em conjunto, sobre corte de gastos, já que há gastos altos também nos estados, municípios, Legislativo e Judiciário. “A gente está destinando um volume grande para as emendas parlamentares. Precisamos mostrar para a população que as pessoas estão de fato recebendo isso com eficiência, que não tem mal uso, que não tem sobrepreço.”

“É importante que a gente faça um esforço nacional. Existem estudos, inclusive com economistas que eu falei, que mostram que a despesa da União é um pedaço do problema. Eu estou aqui dizendo que temos que seguir cortando despesa em tudo o que a gente entender que está ineficiente”, pontuou. “Agora, temos um gasto grande do Congresso, dos estados, do Judiciário e é por isso que é importante fazer esse diálogo com todo mundo”, finalizou.

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