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Enfermeira e criança fazem sinal de joia em consultório após vacinação
Fotógrafo: Igos Evangelista/ MS

Desenvolvimento Social • Agosto de 2026 • 8 min de leitura

Como o governo Lula reconstruiu o SUS: da retomada da vacinação à produção nacional de insulina

Expansão do orçamento, recorde de cirurgias, ampliação do atendimento especializado e investimentos em tecnologia marcam retomada da saúde

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Da retomada da vacinação à produção nacional de insulina, o SUS ampliou serviços, profissionais e capacidade de atendimento desde 2023. O governo federal retomou programas, ampliou a oferta de consultas, exames e cirurgias e fortaleceu a produção nacional de medicamentos, vacinas e insumos. O orçamento da saúde alcançou o maior patamar da história, com aumento superior a 70% em relação a 2022. 

O Mais Médicos mais que dobrou o número de profissionais. O SUS registrou, em 2025, o maior número de cirurgias eletivas da história. Na indústria da saúde, o país retomou a produção nacional e ampliou investimentos em medicamentos, vacinas e tecnologias estratégicas. O Brasil alcançou em 2025 a maior cobertura vacinal dos últimos nove anos e deixou a lista do Unicef de países com o maior número de crianças não vacinadas

“O SUS é uma das maiores conquistas do povo brasileiro. Um sistema que cuida da saúde de milhões de pessoas todos os dias. Vinha sendo enfraquecido e desmontado na gestão anterior. Nós reconstruímos e fortalecemos. O negacionismo saiu. O Zé Gotinha voltou”, disse o presidente Lula em uma postagem de balanço nas redes sociais. Entre 2023 e 2025, o número de crianças que não haviam recebido sequer a primeira dose da vacina pentavalente caiu de 360 mil para 50 mil, uma redução de quase 90%. 

“O SUS é uma das maiores conquistas do povo brasileiro. Um sistema que cuida da saúde de milhões de pessoas todos os dias. Vinha sendo enfraquecido e desmontado na gestão anterior. Nós reconstruímos e fortalecemos. O negacionismo saiu. O Zé Gotinha voltou”

Luiz Inácio Lula da Silva

INDÚSTRIA NACIONAL DA SAÚDE – Ao ampliar a produção brasileira de medicamentos, vacinas, insumos e equipamentos estratégicos, o governo busca reduzir a dependência externa e dar ao país maior capacidade para garantir o abastecimento da rede pública. “Estamos fortalecendo a indústria nacional de saúde. Produzindo medicamentos, vacinas e insumos usados pelo SUS. Voltamos a produzir insulina, após 20 anos”, disse Lula.

O Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) reúne 96 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), sendo 31 firmadas desde 2024, que envolvem 87 medicamentos, sete vacinas e dois dispositivos médicos. Entre os resultados está a retomada da produção nacional de insulina glargina pela Fiocruz, enquanto o Instituto Butantan avança no desenvolvimento de vacinas contra o vírus sincicial respiratório (VSR) e contra a Covid-19 com tecnologia de RNA mensageiro.

A estratégia também inclui o Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), com 54 projetos aprovados em áreas como vacinas contra a dengue e a gripe aviária, e as Encomendas Tecnológicas (ETEC), cuja primeira iniciativa é voltada ao desenvolvimento de soluções para a tuberculose. 

Na produção de hemoderivados, a Hemobrás também ampliou a capacidade nacional com a inauguração de uma nova fábrica, que permitirá aumentar a oferta de medicamentos, incluindo produtos para o tratamento da hemofilia.

NOVOS DIAGNÓSTICOS – A ampliação da capacidade tecnológica também alcança o diagnóstico e o tratamento. O teste HPV/DNA, utilizado no rastreamento do câncer do colo do útero como alternativa ao exame citopatológico tradicional, já chegou a 133 municípios de 22 estados, com 94,5 mil testes realizados.

O SUS também incorporou o Zolgensma para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal em crianças. Desde a incorporação, foram registradas 30 solicitações e realizadas 20 aplicações.

MAIS TECNOLOGIA – O governo também aposta na incorporação de inteligência artificial, telemedicina e conectividade para modernizar a rede pública de saúde. Uma das iniciativas é o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que será construído no Hospital das Clínicas da USP com 800 leitos e 25 salas cirúrgicas, e terá capacidade estimada para realizar 27 mil cirurgias por ano.

O projeto conta com empréstimo de US$ 320 milhões, equivalente a R$ 1,76 bilhão, do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do BRICS liderado pela ex-presidente Dilma Rousseff. O investimento total previsto é de R$ 1,92 bilhão, com participação do governo federal.

O ITMI integra a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS. A primeira etapa já começou com a implantação de UTIs inteligentes automatizadas em 14 hospitais de 13 estados, seis deles com implantação iniciada. O projeto prioriza inicialmente cardiologia e neurologia. Uma terceira etapa, estimada em R$ 3 bilhões, prevê a modernização de unidades como o Hospital da Unifesp, hospitais federais do Rio de Janeiro e o Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.

Entre as tecnologias previstas estão triagem com inteligência artificial, telemedicina e conectividade 5G em ambulâncias. De acordo com as estimativas do projeto, as ferramentas podem reduzir em até cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em situações de emergência.

FARMÁCIA POPULAR – Desde fevereiro de 2025, o programa passou a oferecer gratuitamente à população todos os 41 itens de seu catálogo. A medida beneficiou mais de 27 milhões de pessoas somente no ano passado. O governo anterior deixou uma previsão de orçamento para o Farmácia Popular 59% menor para 2023 em relação à 2022.

MAIS MÉDICOS – O número de profissionais passou de 13,7 mil em dezembro de 2022 para 26,7 mil atualmente, ampliando a presença da atenção médica em regiões com maior dificuldade de acesso.

ATENDIMENTO ESPECIALIZADO – O SUS realizou 15 milhões de cirurgias eletivas em 2025, recorde histórico e volume 50% superior ao registrado em 2022. O número de consultas e teleconsultas mais que dobrou no período, passando de 13 milhões para 31 milhões.

AGORA TEM ESPECIALISTAS – A atenção especializada ganhou uma nova frente, com 1,5 mil profissionais de 16 especialidades atuando em 332 municípios. Mais da metade dessas cidades, 53%, está no interior do país. 

O Agora Tem Especialistas ampliou a capacidade de atendimento também por meio da participação de hospitais privados. Ao todo, 117 hospitais aderiram ao programa que permite a troca de dívidas em atendimentos de usuários do SUS. Os contratos somam R$ 638,3 milhões. A medida representa um aumento estimado de 472,3 mil atendimentos e 133,5 mil cirurgias por ano.

INFRAESTRUTURA HOSPITALAR – Outra frente é a modernização da infraestrutura hospitalar. O programa já viabilizou a entrega de 100 conjuntos de equipamentos para salas de cirurgia geral e 82 para salas oftalmológicas, somando mais de mil equipamentos.

As carretas de saúde ampliaram a oferta de atendimento especializado em regiões de difícil acesso. São 120 unidades em operação, número que deve chegar a 150 até o fim de 2026, nas áreas de Saúde da Mulher, Exames de Imagem e Oftalmologia.

Na oncologia, o governo iniciou a aquisição de 105 aceleradores lineares para radioterapia. Até agora, 51 equipamentos foram entregues e estão em operação em 16 estados. A meta é chegar a 70 unidades até o fim de 2026 e, pela primeira vez, garantir que todos os estados tenham um centro de radioterapia.

SAÚDE BUCAL – O Brasil Sorridente foi ampliado, com crescimento da rede de atenção odontológica. Em julho de 2026, o país contava com 35 mil Equipes de Saúde Bucal, 24% mais do que em 2022. As Unidades Odontológicas Móveis também foram retomadas para levar atendimento a áreas de difícil acesso. A previsão é chegar a 1,3 mil unidades distribuídas pelas cinco regiões até o fim deste ano.

MAIS ESTRUTURA – Desde 2023, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) recebeu mais de 3,3 mil novas ambulâncias, renovando a frota em todo o país.

O Novo PAC também prevê a construção de 2,6 mil novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), ampliando a estrutura de atendimento na atenção primária.

SAÚDE DA MULHER –  Mais de 80% dos atendimentos realizados pelas carretas de saúde são destinados a mulheres. O SUS realizou mais de 8 milhões de mamografias desde 2023 e distribuiu mais de 1,8 milhão de unidades do contraceptivo Implanon, que já foi utilizado por 360 mil mulheres. Na rede privada, o procedimento pode custar até R$ 4 mil.

Rede Alyne melhora estrutura e amplia cuidado à saúde materna no SUS

POPULAÇÃO IDOSA – A preparação do SUS para o envelhecimento da população brasileira aparece como uma das prioridades anunciadas para o quarto mandato do presidente Lula. A proposta é ampliar o cuidado domiciliar e criar uma rede hospitalar dedicada à população idosa.

“A prioridade no próximo mandato é cuidar mais ainda de quem ajudou a construir o Brasil. Políticas voltadas para atender o envelhecimento da população terão foco especial. O conceito é garantir dignidade, autonomia, saúde, lazer e esporte: vida ativa”, afirmou o presidente. 

A proposta inclui ampliar o atendimento domiciliar e dar escala nacional ao Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI Brasil), além da criação dos Hospitais Comunitários do Idoso. O programa reúne equipes multiprofissionais para atender em casa idosos com limitações funcionais e tem previsão de cerca de R$ 500 milhões em investimentos até 2027.

“E, para quem precisar, vamos ampliar o cuidado domiciliar. O Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI Brasil), já implantado em 2.655 municípios, vai ganhar escala nacional. Vamos criar os Hospitais Comunitários do Idoso. Envelhecer é uma conquista civilizatória, e o Estado precisa estar preparado”, pontuou Lula. 

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