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Lula em ato com mulheres em BH
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Desenvolvimento Social • Agosto de 2026 • 4 min de leitura

Em BH, Lula reforça que fim da escala 6×1 amplia autonomia feminina 

Presidente destacou que redução da jornada garante mais tempo para família, estudos, descanso e lazer e afirmou que proposta deve avançar no Senado nesta semana

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Mais tempo com a família. Mais autonomia para as mulheres. Mais tempo para estudar, se qualificar, descansar e cuidar de si. Ao defender o fim da escala 6 x 1 neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a redução da jornada de trabalho representa também uma mudança na qualidade de vida das trabalhadoras. 

Durante encontro com mulheres realizado na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte (MG), ao lado de lideranças femininas de movimentos sociais, Lula afirmou que a medida deve avançar no Senado na próxima semana. 

Vamos aprovar esta semana o fim da escala 6 x 1. Para que as mulheres e os homens tenham mais tempo de cuidar da própria vida, mais tempo para cuidar das crianças, mais tempo para passear

Luiz Inácio Lula da Silva

“Democracia é um povo de cabeça erguida e gritando o que deseja e o que quer. Essa é a nossa democracia. Portanto, vamos aprovar esta semana o fim da escala 6 x 1. Para que as mulheres e os homens tenham mais tempo de cuidar da própria vida, mais tempo para cuidar das crianças, mais tempo para passear e, inclusive, mais tempo para namorar”, declarou. 

A Proposta de Emenda à Constituição já avançou na Câmara dos Deputados. Foi aprovada em dois turnos, em maio. O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais e está em análise no Senado. Na quinta-feira (27/08), o relator, senador Omar Aziz, apresentou parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e manteve o texto aprovado pelos deputados. A matéria ainda precisa ser votada na comissão e, depois, no plenário do Senado. 

Para Lula, a mudança na jornada tem impacto direto na vida das mulheres, que ainda concentram grande parte das responsabilidades de cuidado com filhos e familiares. “É uma coisa sagrada para nós e que a gente vai fazer com as mulheres”. 

NA POLÍTICA – Durante o encontro, Lula também defendeu maior participação das mulheres nos espaços de decisão política. O presidente chamou atenção para a diferença entre a maioria feminina no eleitorado e a baixa representação das mulheres no Congresso. “Em todos os estados, as mulheres são maioria. Em quase todas as cidades, são maioria. Teoricamente, se são maioria, por que não têm maioria no Senado? Por que não têm maioria na Câmara?”, questionou. 

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52,8% do eleitorado brasileiro em 2026, com 83,8 milhões de eleitoras. Apesar disso, a participação feminina no Congresso permanece inferior à masculina. Na Câmara dos Deputados, são 91 mulheres entre as 513 cadeiras. No Senado, 15 entre 81 parlamentares. 

“Se todas as mulheres votassem em mulheres, a gente teria o Congresso com maioria de mulheres. Ajudem a mudar esse país, não acreditem nessa história de que mulher é fraca. A mulher é o que ela quiser ser”, enfatizou. 

EDUCAÇÃO – Ao falar sobre as prioridades para o quarto mandato, Lula apontou a educação como uma das principais frentes de transformação do país. Segundo o presidente, a ampliação das Escolas em Tempo Integral pode contribuir tanto para a formação das crianças quanto para autonomia das mulheres, que passam a trabalhar mais tranquilas sabendo que os filhos estão na escola. “A primeira revolução que eu quero fazer é na educação”, disse.

O presidente também defendeu que a educação para a igualdade entre homens e mulheres seja trabalhada desde os primeiros anos de formação. “Aprendendo na escola que homem não é mais forte que mulher, que homem não é mais importante que mulher, aprendendo que nós somos iguais. Esse ensinamento começa na escola, na creche”, avaliou.

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