02 de maio de 2022

Desde que o gabinete do ódio passou a pautar a milícia digital bolsonarista para promover ataques à democracia e ao processo eleitoral, houve um aumento de 440% no volume de fake news envolvendo as eleições, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seus ministros. Acuado pelos resultados de sua péssima gestão, Jair Bolsonaro reage reforçando uma receita de ataques que já é antiga e segue o padrão adotado de ameaças e ódio para se manter no poder a qualquer custo: plantar fake news – já desmentidas – sobre as urnas eletrônicas; tentar esvaziar a imagem do Judiciário e atacar pessoalmente ministros e servidores. A nova onda de fake news espalhada pelo bolsonarismo tem como foco título de eleitor de idosos. Não se deixe enganar: o prazo para regularização do título termina em 4 de maio.

Primeiro, veio a história do voto impresso. Mesmo depois de o projeto do voto impresso ter sido derrubado no Congresso Nacional, Bolsonaro diz que os votos das eleições serão contados, sem explicar como. Só que a auditoria das eleições não depende do voto impresso, como mostra reportagem da Piauí. “Há oito procedimentos previstos pelo TSE para aferir a lisura do processo, desde a verificação do resumo digital, passando pela comparação entre o boletim impresso e o boletim recebido pelo sistema de totalização”. 

Isso vem sempre na esteira dos ataques às urnas digitais. Porém, nunca houve qualquer indício ou fraude comprovada nas eleições brasileiras desde a adoção do sistema. Ou seja, o sistema é confiável, garantem o TSE, o Ministério Público Eleitoral e estudos matemáticos e estatísticos independentes. Desconfie sempre de vídeos mal editados que alegam o contrário: eles já foram desmentidos e expostos inúmeras vezes.

Sobre isso, vale ainda ressaltar: não caia na história de que uma empresa norte-americana teria sido multada por fraudar urnas. A informação não só é falsa como distorce um fato que ocorreu nos Estados Unidos e que não tem nada a ver com as urnas brasileiras, informa a Justiça Eleitoral. E é bom deixar nítido também que mesários não têm poder de falsificar assinaturas e anular votos.

+ Como denunciar mentiras e fake news do bolsonarismo

Outra fake news que também tem circulado é de um homem, no Maranhão, que teria tido o título eleitoral cancelado apesar de ter supostamente todos os comprovantes de votação. Uma redonda mentira. O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) elucida que o eleitor não votou no segundo turno das Eleições de 2016, conforme dados extraídos do sistema da Justiça Eleitoral. No mesmo dia em que ele divulgou as informações, quitou a multa devida e já está quite com a justiça eleitoral.

Como o gabinete do ódio nunca descansa, essas estão longe de serem as únicas mentiras contadas por eles. Outra fake news bastante criativa visa espalhar o medo e chega a inventar que o aplicativo e-Título é espião, utilizando-se da inocência e falta de conhecimento das pessoas. Lançado em 2017 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o e-Título foi desenvolvido para permitir o acesso a serviços eleitorais de forma não presencial, como consultar o número do título e o local de votação, verificar a situação eleitoral, emitir certidões, justificar ausência às urnas, consultar e emitir guias para pagamentos de débitos eleitorais, entre outros. E, segundo o TSE, segue as diretrizes estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados no uso e armazenamento de informações de usuários.

Fake news sobre votos de idosos

Nos últimos dias, um novo golpe tem sido aplicado pelos inimigos da democracia, e tem como foco os idosos. Uma das mais distribuídas recentemente dá conta de que os títulos de eleitor de pessoas com mais de 70 anos de idade estariam sendo automaticamente cancelados pela Justiça Eleitoral. O conteúdo informa que uma pessoa teria tirado uma certidão negativa no cartório eleitoral e que, no rodapé da página do documento, constava que a inscrição eleitoral do requerente havia sido cancelada. A alegação é absurda e mentirosa.

Em um vídeo bastante divulgado e desmentido pelo próprio TSE, afirma-se enganosamente que uma senhora de Santa Catarina estaria sendo injustiçada por ter tido o título cancelado. Na verdade, o documento está irregular porque desde 2016 porque ela não compareceu à revisão de eleitorado na cidade onde mora.

O voto para pessoas com mais de 70 anos é opcional. E mais: por conta da pandemia de covid-19, o TSE suspendeu o cancelamento de títulos de quem não votou nem justificou a ausência nas eleições municipais de 2020. Também foi suspensa a exigência de cadastro de biometria para votar pelos mesmos motivos. Segundo a Corte, “nenhuma eleitora ou eleitor que não realizou o cadastramento será proibido de votar”.

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Há um fator interessante na escolha dessa faixa etária como alvo da mais recente leva de mentiras. Segundo o Boatos.org, “desde quando o TSE passou a incentivar a participação de jovens nas eleições (campanha que sempre realiza), começou a circular uma tese de que o tribunal estaria, além de incentivando a participação de um grupo etário no qual Bolsonaro teria menos prestígio, vetando a participação de idosos nas eleições (grupo em que o presidente teria, em teoria, mais votos).” As pesquisas, por sinal, são outro campo que os mentirosos do Planalto adoram explorar.

Tudo isso prova de que o ex-capitão, que mente cerca de sete vezes por dia e não se furta a exonerar investigadores ou impor uma mordaça de 100 anos sobre informações de interesse público, desespera-se diante da ideia de não ter tanto apoio popular como suas motociatas tentam forjar. O problema é que boa parte dessa atividade é promovida por agentes públicos conectados ao bolsonarismo. Suspeita-se, inclusive, que dinheiro público seja gasto na promoção destas fake news. Há diversas investigações em andamento que mostram que houve acessos a páginas de fake news de computadores localizados no Palácio do Planalto, na Câmara dos Deputados e até na casa de Jair. O bolsonarismo sabe que só com a mentira tem alguma chance de vencer o pleito.

A campanha do TSE, atacada pelo bolsonarismo, resultou, apenas no mês de março, em 445.553 novos eleitores com entre 15 e 18 anos. A título de comparação, em fevereiro, havia cerca de 830 mil jovens alistados, a menor taxa da história. 

E é lógico que é fundamental incentivar, sim, a participação do jovem na política. Como bem diz Lula, a participação da juventude no processo político é uma oportunidade para mudar o curso da história e definir o Brasil que queremos.  “Se a juventude não se mobilizar com 18 anos, não tiver vontade, fica muito difícil mudar o país. Se você quer mudar a sua cidade, você tem que participar, tirar o título de eleitor e participar da democracia do país”, afirmou em encontro com jovens de Heliópolis.

Dá para tirar o título de eleitor online!

O voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, mas passa a ser obrigatório a partir dos 18 anos. E se você tem 15 anos e completará os 16 até o dia 2 de outubro, data do primeiro turno das eleições, pode também tirar a primeira via do título eleitoral e votar em 2022. Mesmo não sendo obrigatória, é imprescindível a participação da juventude na escolha dos candidatos a cargos políticos nas eleições para a definição do futuro do Brasil.

No dia 4 de maio termina o prazo para tirar o título de eleitor, transferir ou atualizar o documento e regularizar eventuais pendências com a Justiça Eleitoral. Primeiro, tire fotos frente e verso de seu documento oficial de identidade, de um comprovante de residência recente, do comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (aqui) e, para requerentes do sexo masculino, do comprovante de quitação do serviço militar. Além disso, será preciso anexar uma selfie segurando o documento oficial de identificação (com o lado da foto virado para frente) ao lado do rosto.

Confira no passo a passo a seguir:

Não compartilhe e siga denunciando!

Nas eleições deste ano, as fake news serão um veneno contra a qual temos de lutar com a melhor das armas: a verdade. A mentira foi instrumentalizada pelo governo Bolsonaro para se manter no poder, e se tornou um lucrativo negócio para alguns e um inferno para a maior parte da população mundial. Desde a eleição de Bolsonaro, o Brasil vive sob um regime de meias verdades. Bolsonaro promove e espalha mentiras como política oficial, ao invés de governar o Brasil, gerar emprego, renda, educação e garantir uma resposta responsável à covid-19.

A estratégia deles é tentar repetir 2018 e nos afogar em mentiras. Sempre que se vê acuado, Bolsonaro cria cortinas de fumaça a cada notícia negativa veiculada sobre o seu governo (e são muitas). Essa estratégia não é nova, mas é extremamente eficaz. Com suas declarações absurdas, o presidente pauta a mídia e as redes sociais dia após dia, deixando as más notícias sobre sua administração em segundo plano.

Verdade na Rede concentra as vacinas já produzidas para o vírus bolsonarista da mentira. Você que já tomou a primeira, a segunda e a terceira doses da vacina contra o coronavírus: é hora de se imunizar contra as fake news na internet. Busque vacinas e imunize seus familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, de igreja e quem vier espalhar mais uma lorota das milícias digitais.

O caminho para a verdade é simples e conta com o apoio da nossa equipe. Os passos são os seguintes:

1 – Viu uma mentira?

Não a divulgue, nem para seus amigos mais próximos. Bolsonaro quer nos afogar nas suas falsidades. Saia dessa. Respire fundo, entre em https://lula.com.br/verdadenarede/ e busque uma vacina para as fake news que não param de pingar nos seus grupos de zap.

É só ir no campo de busca e digitar uma palavra marcante da notícia falsa.

Responda a mentira com uma verdade. O nosso site reúne o material das agências de checagem e conteúdo próprio. É preciso desmontar os argumentos falsos e as narrativas fantasiosas do bolsonarismo. Ao responder à mentira, encaminhe uma das vacinas, aproveite e já envie algumas das realizações dos governos do PT para gerar um debate produtivo e sem briga.

2 – Não encontrou uma vacina?

Denuncie a fake news com a qual você se deparou. Você pode fazer isso em nosso site, clicando no botão vermelho DENUNCIE AQUI. Produziremos novas vacinas a partir das novas cepas do bolsovírus. Além disso, nosso time jurídico irá avaliar a sua denúncia e, se for necessário entraremos em contato para maiores informações.

3 – Como seguir informado?

É só se cadastrar em um dos nossos grupos de WhatsApp. Eles estão na página inicial do Verdade na Rede. Estaremos sempre de olho. Procurando as mentiras que circulam nas redes e em grupos de WhatsApp e Telegram e trazendo a verdade.

Além disso, os grupos também serão espaço para trocar informações e técnicas para eliminar as fake news. Seja um agente da verdade!

Vamos neutralizar o Bolsovírus e respirar os ares da democracia e da verdade. Vacine-se contra as fake news. Embarque no nosso mutirão!